Nessa segunda-feira (4), Pizzolato afirmou que preferiria "morrer a descontar a pena em uma penitenciária do Brasil"

A defesa do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato deve apresentar um recurso à Justiça da Itália para tentar impedir sua extradição ao Brasil. De acordo com a imprensa brasileira, os advogados de Pizzolato já teriam preparado o recurso, que pode ser entregue ainda nesta semana ao Tribunal Administraivo de Roma.

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Eles irão oferecer que o brasileiro cumpra sua pena na Itália, possibilidade prevista em um tratado bilateral de extradição. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, Pizzolato fugiu para a Itália no meio do escândalo do mensalão, que é um dos maiores casos de corrupção na política brasileira.

Apesar de ter cidadania italiana, ele usou documentos falsos e acabou sendo preso na Itália. No dia 24 de abril, o ministro da Justiça italiano, Andrea Orlando, deu um parecer favorável à extradição do ex-diretor. A decisão veio de encontro ao veredicto da Corte de Cassação de Roma, em fevereiro, que reverteu uma decisão do Tribunal de Bolonha e autorizou a extradição.

Na primeira sentença, a vinda do ex-diretor ao país tinha sido negada sob argumento de que os presídios brasileiros não têm condições de manter a integridade física de Pizzolato.

Nessa segunda-feira (4), Pizzolato afirmou que preferiria "morrer a descontar a pena em uma penitenciária do Brasil". O ex-diretor deu a declaração em um encontro com o senador italiano Carlo Giovanardi, que é o chefe do partido Área Popular na Comissão de Justiça do Senado e visitou Pizzolato na prisão de Módena, onde está detido.

Durante o encontro, o senador afirmou que o ítalo-brasileiro está "muito sereno", mas preocupado com "o que pode acontecer no futuro".

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