Em programa de rádio e TV que vai ao ar nesta terça, partido defende que quadros condenados sejam afastados da sigla

O Partido dos Trabalhadores exibe na noite desta terça-feira (5), em rádio e televisão, um programa de dez minutos em que exaltará seus feitos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva  e de Dilma Rousseff  (que não participa da gravação), ao mesmo tempo em que reforçará teses como o combate à corrupção e à impunidade, e a rejeição frontal de retrocessos aos direitos dos trabalhadores representado pelo PL 4330, que regulamenta a terceirização.

Mesmo sem ter aprovado medida, partido admite expulsar quadros condenados pela justiça
Reuters
Mesmo sem ter aprovado medida, partido admite expulsar quadros condenados pela justiça

Leia mais:

Elite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula

Força Sindical: Aécio Neves e Eduardo Cunha defendem novas medidas econômicas

"Não faz muito tempo, os brasileiros ainda lutavam para ter respeitadas as suas necessidades mais básicas. Hoje, o Brasil tornou-se mais desenvolvido e mais justo, com mais oportunidades e direitos para todos", exalta o texto de abertura da peça que vai ao ar a partir das 20h30 e já está nas redes sociais do partido.

Assista ao vídeo:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva toma a palavra a seguir destacando que "tudo que os trabalhadores têm hoje foi duramente conquistado ao longo de gerações. Por isso, não podemos permitir que a história ande para trás. E é isso que vai acontecer com a aprovação do Projeto de Lei 4330, o projeto da terceirização, que passou pela Câmara dos Deputados", disse o líder petista, que engrossa o coro de centrais sindicais encabeçados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), contra o texto que tramitará no Senado na próxima semana.  

Lula elenca entre as principais marcas dos 12 anos de governos do PT - sem citar a presidente Dilma Rousseff nominalmente - a conquista de uma vida melhor para os trabalhadores gerando 22 milhões de empregos com aumento real do salário mínimo, passando pela criação de crédito consignado e oportunidades de educação.

Corrupção e impunidade

Num tom didático, a peça incentiva os internautas a recorrerem à internet para constatar que o PT foi a legenda que mais atuou no combate à impunidade. Destacando que o partido colocou luz sobre o que outros governos escondiam, o Partido dos Trabalhadores aponta que "não havia a lei da Ficha Limpa, o Portal da Transparência. Porque antes do PT, a Polícia Federal e o Ministério Público não tinham autonomia para trabalhar. Assim, a corrupção não aparecia, mas todo mundo sabia que ela estava lá. Hoje a corrupção é investigada e gente importante vai para a cadeia", argumenta a peça. 

Presidente nacional do PT, Rui Falcão lembra que os milhões de filiados e simpatizantes do partido têm raízes populares e não compactuam com mal-feitos. A seguir, enfatiza: "Qualquer petista que cometer mal-feitos e ilegalidades, não continuará nos quadros do partido. Por isso também, o PT não aceita que alguns setores da mídia queiram criminalizar todo o partido por causa de erros graves de alguns filiados", critica.

A seguir, um dos apresentadores aponta que integrantes de vários partidos, inclusive de oposição, estão envolvidos em desvios e cobra que a punição seja igual para todos. O PT atribui ainda ao financiamento privado de campanha o fato de as portas estarem "escancaradas para a corrupção" e defende a necessidade de uma reforma política pautada pelo financiamento público.

Nesse capítulo, o partido reforça que já aprovou uma norma interna para que seus diretório municipais e estaduais não recebam mais recursos de empresas privadas. 

Economia x direitos

Durante o programa, o PT enfatiza que no passado, os ajustes na economia se davam com a implementação de arrocho salarial e que as vacinas para melhorar a condição econômica em negociação com o Congresso, o partido "tem defendido que não se cortem os direitos dos trabalhadores e que as medidas necessárias não afetem os mais pobres" para, a seguir, defender a bandeira da taxação de grandes fortunas.

O partido relembrou também que antes da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder em 2003, o trabalhador convivia com desemprego e altos índices de inflação e enfatizou que 36 milhões de novos postos de trabalho foram gerados em 12 anos e 46 milhões de pessoas saíram da linha da miséria.

O programa destacou ainda que os mais pobres passaram a ter acesso ao ensino e à moradia nos governos petistas. "Nenhum outro partido fez tanto pelo Brasil e pelos brasileiros e ninguém vai tirar de nós essa virada histórica", afirma um locutor.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.