"Temos de nos acostumar a ouvir as vozes das ruas", afirma Dilma Rousseff

Por iG São Paulo |

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Dilma divulgou mensagens na web no Dia do Trabalhador. Essa é a primeira vez que a presidente não se pronuncia em cadeia de rádio e TV

A presidente Dilma Rousseff garantiu, em mensagem veiculada nas redes sociais nesta sexta-feira (1º), que todos os pleitos e avanços nas questões trabalhistas são frutos do diálogo amplo e franco entre governo e sociedade. Dilma destacou ainda a criação de um grupo formado por governo e representações de trabalhadores, empresários e aposentados para discutir medidas de estímulo à geração de emprego e renda para a população.

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Dilma ressaltou que é preciso “nos acostumar às vozes das ruas” e defendeu o diálogo “franco e transparente” entre o governo e a sociedade como instrumento para a busca de consenso entre os diferentes setores da sociedade.

“Temos que nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão. Para isso, nada melhor do que o diálogo franco e transparente entre governo e sociedade”, disse Dilma.

A criação do fórum para debater políticas de emprego e renda foi anunciada nesta sexta-feira (1º) pela presidenta Dilma Rousseff em mais uma de suas mensagens divulgadas nas redes sociais pelo Dia do Trabalho. A presidenta disse também que é preciso reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais.

A pauta da discussão será a sustentabilidade do sistema previdenciário, abordando temas como regras de acesso, idade mínima, tempo de contribuição e fator previdenciário. Dilma também propôs debater medidas de redução da rotatividade, formalização e aumento da produtividade do trabalho.

“Caberá a nós todos encontrarmos a melhor estratégia e definir os mais eficientes instrumentos para que possamos atingir os nossos objetivos de fazer o Brasil crescer, aumentando emprego e renda de todos os trabalhadores”, disse.

Ato pelo 1º de Maio, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou ação ecumênica em defesa dos direitos dos trabalhadores. Foto: Ana Flávia Oliveira Lula atacou a imprensa e a elite brasileira durante discurso . Foto: Ana Flávia OliveiraEncontro começou por volta das 10h20 desta sexta-feira (1) no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, com a apresentação do coral Cristolândia. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraElite deve acender vela e agradecer meu trabalho e de Dilma no governo, diz Lula
. Foto: Ana Flávia OliveiraEmerson Marciano, 34 anos, Denise de Almeida, 25, e os filhos. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloCUT 1 de Maio em São Paulo SP 2015. Foto: Ana Flávia Oliveira / iG São PauloCUT 1 de Maio em São Paulo SP 2015. Foto: Ana Flávia Oliveira / iG São PauloCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUTCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUTCUT primeiro de maio . Foto: Roberto Parizotti/ CUT


Mensagens do Dia do Trabalho

No primeiro vídeo, Dilma garantiu que, nos últimos anos, uma das principais vitórias tem sido a valorização do salário mínimo. De acordo com ela, foi enviada ao Congresso Nacional uma Medida Provisória que garante a política de valorização do salário mínimo no período 2015-2019. Ela lembrou que medida semelhante foi aprovada em seu primeiro mandato.

“Já tínhamos aprovado em 2011 uma lei semelhante a essa. Por isso o salário mínimo cresceu 14,8% acima da inflação em meu primeiro mandato. Mais de 45 milhões de trabalhadores e aposentados são beneficiados por essa política do meu governo”, afirmou a presidenta.

Confira:

Em segundo vídeo pelo 1º de Maio, Dilma defende regulamentar terceirização

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No segundo vídeo, a presidente a defendeu a regulamentação do trabalho terceirizado. Segundo Dilma, é preciso garantir direitos trabalhistas, previdenciários e salários dignos aos empregados terceirizados.

No entanto, a presidenta afirma que a regulamentação deverá assegurar "garantia dos direitos conquistados nas negociações salariais" e "proteger a previdência social da perda de recursos".

É a primeira vez que Dilma não se pronuncia em cadeia de rádio e TV. Os vídeos foram postados na internet.


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