Michel Temer volta a reunir ministros e base aliada para discutir ajuste fiscal

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

Encontro serve para definir estratégias em torno das medidas provisórias 664 e 665, que preveem alterações no seguro-desemprego, defeso, pensão por morte e abono salarial

Agência Brasil

O governo faz nesta segunda-feira (27) uma nova investida para avançar com as propostas de ajuste fiscal que aguardam votação no Senado. Os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Eliseu Padilha (Aviação Civil) confirmaram uma nova reunião para hoje com o vice-presidente da República e articulador do governo no Parlamento, Michel Temer, e os líderes do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE).

No encontro, marcado para a tarde desta segunda, eles tentarão acertar posições e definir estratégias em torno das medidas provisórias (MP) 664 e 665. As MPs preveem alterações das regras para solicitação de seguro-desemprego, defeso, pensão por morte e abono salarial. Depois de uma reunião de líderes na Câmara no fim da manhã, o deputado José Guimarães evitou interferir no assunto, mas afirmou que vai continuar acompanhando o debate.

Vice-presidente Michel Temer tem encontro com ministros nesta segunda-feira (27)
Edilson Rodrigues/ Agência Senado
Vice-presidente Michel Temer tem encontro com ministros nesta segunda-feira (27)

“As discussões avançaram bastante e as perspectivas são boas. Evidente que temos [líderes do governo] o compromisso efetivo de votar o ajuste dentro do que está sendo negociado. A negociação envolve os pontos principais e será uma grande demonstração para o país”, avaliou.

Segundo Guimarães, o Brasil vive um novo momento e a votação dessas matérias consolidará as mudanças na economia. O líder lembrou a divulgação do balanço da Petrobras e números de geração de empregos.

Guimarães acrescentou que a reunião ministerial de sábado (25) será mais uma estratégia para reforçar a recuperação do país. Segundo ele, o “grandioso pacote de infraestrutura”, que será anunciado nos próximos dias, “é uma injeção fundamental para retomar o crescimento da economia, ampliar os empregos e resolver o gargalo da infraestrutura nacional”.

O deputado destacou que os projetos de concessão de aeroportos, rodovias e ferrovias terão R$ 150 bilhões previstos na primeira fase. José Guimarães disse ainda que todas as empreiteiras poderão participar, mas ponderou que, no caso das empresas envolvidas na Operação Lava Jato, o governo seguirá as recomendações da Controladoria Geral da União, da Advocacia Geral da União e do Tribunal de Contas da União.

Na Câmara, o destaque nas votações da semana é o Projeto de Lei 7.735/14, que regula o acesso ao material genético da biodiversidade. “Hoje, deve ser só [a votação do] projeto da Biodiversidade”, afirmou Guimarães, ao anunciar a retomada das conversas da base em torno da pauta da Casa. O texto tem 24 emendas apresentadas pelo Senado e deve ser discutida durante toda a semana na Câmara.

Leia também:

Governo pode barrar proposta de Serra sobre eleições majoritárias para vereador

Promotores da Lava Jato denunciam Vaccari e Duque por lavagem de dinheiro

A retomada das conversas com líderes hoje seguiu um clima de balança após a aprovação do PL 4.330, conhecido como Lei da Terceirização. O governo não aprovar o texto mas, em plenário, a base se dividiu. José Guimarães minimizou o resultado, informando que não houve erro de qualquer das partes, mas que a base decidiu discutir mais internamente o que estiver em pauta.

“A principal lição é que é necessário maior afinamento entre a base e o governo e entre o governo e os movimentos sociais. Ficam as lições, preservando as posições ideológicas dos partidos. Faremos esforço para evitar que o governo assuma um lado quando a base estiver dividida."

O esforço pela harmonia inclui um pedido de conversa de líderes com Temer e um encontro entre PT e PMDB, com data a ser definida. “Não é a última nem será a primeira [tentativa entre os partidos]. O articulador político do governo é do PMDB. Portanto, há de ter uma concertação (entendimento”, concluiu.

Leia tudo sobre: michel temerajuste fiscalministros

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas