Cunha manda recado a Calheiros sobre terceirização no Senado

Por Agência Câmara | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Presidente da Câmara comentou a afirmação do presidente do Senado de não ter pressa em votar a matéria; para ele, a decisão não deve ser de um presidente, mas da maioria

Agência Câmara

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se estranhou com Renan Calheiros, colega de partido
Gustavo Rampini/Divulgação/Lide
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se estranhou com Renan Calheiros, colega de partido

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, explicou nesta sexta-feira (24), em Campo Grande (MS), que colocou em votação o projeto de lei (PL 4330/04) que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa a fim de evitar um vácuo jurídico sobre o assunto. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a constitucionalidade de uma resolução do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que permite a terceirização somente de atividades-meio. “A resolução sendo declarada inconstitucional, não há nenhuma garantia”, disse Cunha.

A proposta sobre a terceirização foi aprovada nesta semana pela Câmara e depende agora de análise do Senado.

Leia também:

Renan sobre terceirização: "Não vamos permitir pedaladas contra o trabalhador"

Com bate-boca, Câmara aprova novas regras da terceirização e derrota governo

Questionado por jornalistas sobre a afirmação do presidente do Senado, Renan Calheiros, de que não teria pressa em pautar a proposta e que a terceirização de atividades-fim seria uma “pedalada” nos direitos do trabalhador, Cunha lembrou que não é a vontade de um presidente a que prevalece, mas a do Senado ou a da Câmara.

“Ele ter ou não ter pressa é uma decisão pessoal dele. Se o Senado assim o aceitar passa a ser decisão do Senado. Eu não sou o dono da Câmara. O que eu falo ou faço é quando eu estou representando a maioria. Eu não posso dizer que não quero fazer isso ou não quero fazer aquilo. A Câmara é que decide”, afirmou Eduardo Cunha.

Ainda segundo o presidente, uma proposta que esperou 11 anos para ser votada não pode ter sido aprovada “a toque de caixa”. “A Casa votou um requerimento de urgência do projeto, que teve a maioria absoluta. A partir daí foram votados relatórios, substitutivos, destaques e emendas e se construiu um texto que reflete a maioria da Casa”, disse.

Câmara Itinerante
O presidente Eduardo Cunha participou pela manhã, na Federação da Indústria do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), da 5ª edição do Câmara Itinerante. O programa tem o objetivo de levar deputados federais a discutir temas de interesse nacional nos estados.

Já foram realizadas quatro edições do programa: em Curitiba (PR), em São Paulo (SP), em João Pessoa (PB) e em Natal (RN). Foram discutidos, entre outros temas, a reforma política e o pacto federativo.

Hoje à tarde, o Câmara Itinerante estará em Cuiabá (MT).

Leia tudo sobre: terceirizaçãoCâmaraSenadoPMDBPT

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas