CPI do HSBC avalia quebra de sigilos

Por Agência Senado | - Atualizada às

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Reunião da CPI do HSBC que deve votar 13 requerimentos apresentados por Randolfe Rodrigues (PSOL-AP)

Agência Senado

Na reunião realizada na manhã desta quinta-feira (16) a CPI do HSBC aprovou, a pedido do relator Ricardo Ferraço (PMDB-ES), solicitação de informações para 126 pessoas listadas pelo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf) como detentoras de contas na filial suíça daquele banco, e que estão sendo investigadas pelo suposto cometimento de fraudes fiscais.

- Nosso objetivo é separar o joio do trigo. Não é crime ter conta no exterior, só queremos saber se declararam à Receita, ao Banco Central, enfim, se cumpriram a lei - afirmou Ferraço.

A partir de agora, ainda segundo Ferraço, a CPI também passa a focar mais na ação do próprio banco.

Foi confirmada pelo presidente da CPI, senador Paulo Rocha (PT-PA), a realização de uma reunião reservada com o presidente desta instituição no Brasil, Andre Guilherme Brandão, na tarde da próxima quarta-feira (22).

- O HSBC já foi condenado pela Justiça americana em U$ 2 bilhões por ter facilitado a lavagem de dinheiro. Já tem processo na França. Na Bélgica já repatriaram dinheiro. Temos que saber se aqui também foram criadas condições para a evasão de recursos - disse Ferraço.

Relatórios sobre 50 nomes

A pedido do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), foi aprovada a elaboração e envio para a CPI de 50 Relatórios de Inteligência Fiscal (RIF), sob responsabilidade do Coaf, que depois serão analisados pelos senadores. Entre os nomes estão o do apresentador de TV Carlos Roberto Massa ("Ratinho") e os empresários Roberto Medina (dono da marca "Rock in Rio") e Henry Hoyer.

Hoyer está sendo investigado como doleiro pela Operação Lava Jato, tendo sido apontado pelo delator Paulo Roberto Costa como sucessor de Alberto Youssef.

- Estas informações serão muito importantes não só para a CPI, como para outras investigações que envolvem a Lava-Jato. Saberemos como ele movimentou o dinheiro - disse Randolfe.

O depoimento de Hoyer para a CPI estava previsto para hoje, mas foi adiado justamente para que os senadores pudessem ter acesso a dados mais profundos. O mesmo se deu em relação ao ex-diretor do metrô de São Paulo, Paulo Celso Silva.

A CPI se reúne a partir das 12h30 com o ministro da Justiça, Jose Eduardo Cardoso, na sede do Ministério.

Também foi aprovada na reunião de hoje novas audiências, em datas a serem definidas, com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello e com o jornalista e ex-deputado suíço Jean Ziegler, autor do livro A Suíça lava mais branco.

Os senadores também decidiram realizar uma visita, a ser agendada, ao embaixador suíço no Brasil, Andre Regli.

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