PM de SP republica selfies de policiais com manifestantes em seu perfil oficial

Por BBC | - Atualizada às

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Grupos contrários ao governo convocaram manifestantes do dia 15 de março para voltar às ruas neste domingo 12 de abril

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Na semana passada, a Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) divulgou que policiais não precisariam se recusar, durante o protesto marcado para o último domingo, a fazer fotos com manifestantes, um comportamento que chamou a atenção na primeira manifestação contra o governo federal, realizada em 15 de março.

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Isso de fato ocorreu, e fotos de manifestantes com policiais voltaram a circular nas redes sociais. A novidade é que, desta vez, elas foram republicadas também pelos próprios perfis oficiais na PM-SP, junto com imagens de apoio à corporação escritas pelos autores das postagens originais.

"Nosso amigo Glauber disse: 'Obrigado aos policiais militares de Sorocaba acompanhando os manifestantes de bem'", disse a PM-SP em um dos posts.

 Vários manifestantes voltaram a fazer 'selfies' com policiais no protesto deste domingo
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Vários manifestantes voltaram a fazer 'selfies' com policiais no protesto deste domingo

Em outra publicação, a foto mostra um manifestante segurando um cartaz em que se lê: "Obrigado, Polícia Militar. Vocês são os anjos da guarda da sociedade. Nossos heróis anônimos".

Um terceiro post traz uma foto de um policial com uma criança vestida com as cores da bandeira do Brasil e a mensagem: "Polícia e comunidades juntas para o bem comum".

Os posts também destacam que o protesto na Avenida Paulista, na capital do Estado, foi “totalmente pacífico” e “sem incidentes”.

Críticas e elogios 

As postagens foram criticadas por alguns usuários das redes sociais.

"Perfil de instituição pública usado para fazer política. Isso não é correto", diz um usuário do Twitter da Paraíba.

Republicação das fotos pelo perfil oficial da PM-SP no Twitter foi alvo de críticas
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Republicação das fotos pelo perfil oficial da PM-SP no Twitter foi alvo de críticas

"Vocês não têm vergonha na cara? Foto ao lado de manifestantes é atestado de adesão", afirma um internauta.

"Nunca vi vocês irem à favela e colocarem criança negra e pobre no colo", afirmou outro usuário, de Brasília.

"Professores em greve na Paulista não recebem afagos da PM #doispesoseduasmedidas”, disse um segundo usuário.

Mas as postagens também suscitaram muitos elogios à Polícia Militar paulista.

Internautas também teceram elogios à PM-SP nos comentários das postagens
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Internautas também teceram elogios à PM-SP nos comentários das postagens

"De novo, muito bom o trabalho da PM-SP. Parabéns à tropa!", postou um usuário.

"A PM fez um trabalho incrível hoje, mais uma vez. E tem todo o meu apoio, respeito e gratidão!", disse um internauta.

"SP é grato e tem orgulho da Polícia Militar", afirmou uma usuária.

"Muito lindo de ser ver. O povo ama a polícia, quem é contra são os criminosos", comentou outra.

Proximidade com o cidadão

Em nota, a PM-SP disse à BBC Brasil que a iniciativa das fotos partiu dos manifestantes e que a corporação adota a filosofia de polícia comunitária, "que consiste na proximidade com o cidadão e na sua participação efetiva na segurança".

"As portas estão sempre abertas a quem quiser, de maneira respeitosa, interagir com os policiais. É evidente que se faz necessário avaliar cada situação. Neste caso, como não houve a necessidade de intervenção policial, cabendo ao efetivo atuar apenas na observação, de maneira preventiva, permitindo, assim, que momentos como esses fossem registrados", afirmou a PM-SP.

"A Polícia Militar, como polícia de ordem pública, é a mais importante instituição na defesa dos direitos e garantias fundamentais, motivo pelo qual estimula manifestações como essas, mais uma vez destacando: independentemente da motivação do protesto."

PM-SP afirma que a interção entre manifestantes e policiais é bem-vinda
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PM-SP afirma que a interção entre manifestantes e policiais é bem-vinda

Para o antropólogo Paulo Storani, ex-capitão do Bope (tropa de elite da PM do Rio), consultor de segurança pública e professor do Instituto de Políticas Públicas e Ciências Policiais da Universidade Cândido Mendes, a republicação de fotos de policiais com manifestantes vai ao encontro da estratégia de aproximação da corporação com a população civil.

"Assim como quando policiais cometem abusos, também é importante divulgar quando a polícia está junto aos cidadãos para protegê-los, cumprindo, assim, sua função social. Isso quebra uma barreira de desconfiança em relação ao policial e a visão de que a Polícia Militar é um 'mal necessário'", afirma o pesquisador.

"Em um momento como um protesto, nada mais coerente que um cidadão querer tirar uma foto com o policial em agradecimento à proteção oferecida e o policial posar junto com o cidadão em resposta ao reconhecimento deste trabalho. Pode ser que um ou outro tenha feito isso porque apoia o protesto, mas não acredito que a publicação destas imagens pela PM-SP seja um endosso das reivindicações feitas."

Comportamento diferente

Por sua vez, Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, acredita que a publicação das fotos de policiais e manifestantes pela PM-SP "demonstra uma relação de apoio à manifestação".

"As fotos em si são o indício de uma questão maior: a abordagem amistosa feita pela polícia nestes dois protestos contra o governo federal, o que não acontece com protestos em prol de outras causas. Nas manifestações contra o aumento das passagens, realizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) no início do ano, e mais recentemente contra a falta d’água, a corporação agiu de forma questionável", afirma Ortellado.

No entanto, a PM-SP afirma que a diferença de postura não é motivada pela corporação, mas pelos organizadores de determinados protestos.

"Caso o MPL desenvolva um protesto pacífico e queira interagir com os policiais, que estão ali para protegê-los, a instituição terá muito orgulho. Se a postura é diferente, sugerimos que perguntem ao MPL o porquê”, afirma PM-SP.

No Rio de Janeiro, cerca de 10 mil pessoas foram às ruas para protestar neste domingo (12/04/2015). Foto: Tomaz Silva /Agência BrasilEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookManifestações contra Dilma Rousseff aconteceram em diversos Estados, como SP, RJ, MG, GO, PA, PB, RS e PR (12/04/2015). Foto: Reprodução/FacebookEm Porto Alegre, a Brigada Militar estima em 35 mil pessoas os manifestantes (12/04/2015). Foto: Divulgação/Brigada MilitarEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm Curitiba, cerca de 40 mil pessoas foram às ruas contra governo de Dilma Rousseff (12/04/2015). Foto: Orlando kissner/ Fotos PúblicasEm São Paulo, manifestantes pediam saída de Dilma Rousseff do poder e fim da corrupção (12/04/2015). Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasilCerca de 275 mil pessoas passaram pela Paulista em protesto neste domingo (12/04/2015). Foto: Marcelo Camargo / Agência BrasiHouve quem usasse o próprio corpo para se manifestar contra o momento político, como este homem que marchou pela Avenida Paulista (12/04/2015). Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILMuitos manifestantes registraram o protesto em fotos, como se viu em São Paulo (12/05/2015). Foto: AP PhotoA PM paulista foi muito assediada por manifestantes durante o ato contra o governo petista na Avenida Paulista. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILUm dos participantes do protesto em São Paulo se caracterizou de Jesus crucificado para mostrar indignação. Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILO ex-presidente Lula foi um dos alvos dos manifestantes que marcharam pela Avenida Paulista neste domingo (12/04/2015). Foto: AP PhotoComo no protesto de março, camelôs tentaram faturar com o protesto na Avenida Paulista. Foto: AP PhotoManifestante de São Paulo caprichou na maquiagem para protestar contra o governo neste domingo (12/04/2015). Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILJéssica Basílio ficou nua em protesto e comparou presidente Dilma ao Diabo. Foto: Maíra Teixeira/iGManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
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. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
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. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasDiversos grupos protestam contra o governo na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilDiversos grupos protestam contra o governo na praia de Copacabana, zona sul do Rio. Foto: Tomaz Silva/Agência BrasilManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São PauloManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São PauloManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São PauloManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo . Foto: David Shalom/iG São PauloCom diária de R$ 8 mil, caminhão de som foi pago por cerca de 40 integrantes do Revoltados Online. Foto: Maíra Teixeira/iGCaixão com bandeira do Brasil é levado por manifestante, durante protesto na Praça da Bíblia, em Goiânia. Foto: Reprodução/InstagramFoto de Francieli Juliani mostra as manifestações em Brasília. Foto: Reprodução/InstagramMovimento #TôNaRua acompanha os protestos em Brasília. Foto: Reprodução/InstagramMulher exibe cartaz durantes as manifestações de 12 de abril. Foto: Reprodução/InstagramFoto de Helena Verônica Drabzi mostra os protestos em Copacabana, Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/InstagramManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
. Foto:  Paulo Pinto/ Fotos PúblicasManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
. Foto:  Paulo Pinto/ Fotos PúblicasManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
. Foto:  Paulo Pinto/ Fotos PúblicasManifestação contra o governo na Avenida Paulista, São Paulo
. Foto:  Paulo Pinto/ Fotos PúblicasApesar do sol forte, os manifestantes aderiram ao protesto deste domingo (12) em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBrasília: como se viu no protesto de 15 de março, os manifestantes adoraram o verde e o amarelo. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAEm Brasília, o acesso dos manifestantes à Praça dos Três Poderes foi bloqueado pela polícia. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaFaixas e cartazes contra o governo foram o principal acessório dos manifestantes em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm Brasília, manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm Brasília, a segurança do protesto contra o governo foi reforçada com cerca de 2 mil policiais. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBrasília: roupas nas cores nacionais e o Hino do Brasil fizeram parte da manifestação. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm Brasília, os manifestantes partiram da Praça do Museu em direção a Esplanada dos Ministérios. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaBrasília: maioria pediu a saída de Dilma e o fim da corrupção. Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAAo todo, 3 mil militares foram mobilizados para acompanhar as manifestações em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência BrasilO ato organizado pelas redes sociais transcorre em clima pacífico, com muito pais acompanhados dos filhos também em Brasília. Foto: Valter Campanato/ABrA população de todo o Brasil sai as ruas, pela segunda vez, para protestar contra o governo federal. Em Brasília, protesto começou pela manhã. Foto: Valter Campanato/ Agência BrasilCerca de mil  pessoas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, se concentram na manhã deste domingo (12) na Praça do Museu, região central de Brasília. Foto: Rafaela Felicciano/JBrprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG Bahiaprotestos fora dilma 12 de abril bahia. Foto: iG BahiaUm mini trio elétrico chegou ao local da manifestação, em Salvador, por volta das 9h30. Foto: iG BahiaEm Salvador, na Bahia, os manifestantes começaram a chegar por volta das 9h. Foto: iG BahiaNa Bahia, manifestantes seguram cartazes contra Dilma Rousseff e o ministro Dias Toffoli, do STF. Foto: iG BahiaNo Farol da Barra, em Salvador, a faixa inclui o PT e a prefeita de Dias D'Ávila, entre os criticados. Foto: iG BahiaNa segunda manifestação em Salvador, na Bahia, é maior o número de pessoas com cartazes. Foto: iG Bahia


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