Responsável pelo agendamento dos mais recentes atos anti-Dilma, MBL convoca apoiadores para participar de "ocupação" da capital federal, marcada para 20 de maio

Depois de agendar os protestos do dia 15 de março e deste domingo (12) na Avenida Paulista, o Movimento Brasil Livre promete uma ação mais ambiciosa em sua luta pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff: uma passeata de São Paulo a Brasília para "ocupar" a capital federal.

O co-fundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, no ato do dia 15, na Avenida Paulista
David Shalom/iG São Paulo
O co-fundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, no ato do dia 15, na Avenida Paulista

Foi o que o grupo anunciou no final do protesto deste domingo, que, apesar das expectativas de seus organizadores, reuniu apenas 27,5% do número de pessoas presentes no mês passado no mesmo local, segundo a Polícia Militar.

"O saldo foi bem positivo, porque nosso objetivo neste ato não era bater o número de 1 milhão de pessoas [segundo dados da PM; 210 mil, de acordo com o Datafolha] do dia 15. Era, sim, levar nossa luta para um maior número de cidades. E estivemos em 173 delas, o triplo do mês passado", ameniza Kim Kataguiri, um dos líderes do MBL. Vamos reforçar isso com esta grande marcha a Brasília."

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Em nota, o movimento afirma que, na próxima sexta-feira (17), dará início a uma grande marcha rumo à capital federal, a cerca de 1000 km de São Paulo, "com o objetivo de pressionar os congressistas a ouvirem o clamor das ruas, acabando com a leniência com a corrupção". O ponto de encontro será a Praça Panamericana, na zona oeste paulistana.

"A ideia é uma loucura, eu sei. Mas tudo isso aqui é muito louco. Nunca imaginaríamos que reuniríamos tanta gente na Paulista. E aconteceu duas vezes", diz Caíque Mafra, da coordenação do MBL. "Vale qualquer loucura para melhorar este País."

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Segundo o Kataguiri, ao menos 50 pessoas, integrantes do próprio grupo – outros movimentos não participarão do protesto –, estarão na marcha, que planeja chegar a Brasília em 20 de maio, acompanhada de um caminhão para ser usado como base. O militante afirma não ter como precisar quantas pessoas acompanharão o MBL na estrada.

A ideia do grupo é ir parando nas cidades ao longo do trajeto para, diz a nota, "agregar todos aqueles que quiserem fazer parte da marcha e ocupar Brasília conosco, além de inspirar opositores brasileiros de todo o País a se engajarem na luta pela república e pelos valores liberais".

Trechos mais isolados, no entanto, deverão ser feitos a bordo do veículo-base que acompanhará o grupo.

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