No dia 15 de março, a quantidade de pessoas nas ruas surpreendeu os organizadores e chamou a atenção da imprensa mundial

O co-fundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, no ato do dia 15, na Avenida Paulista
David Shalom/iG São Paulo
O co-fundador do Movimento Brasil Livre, Kim Kataguiri, no ato do dia 15, na Avenida Paulista

Um dos organizadores do protesto deste domingo (12) contra a presidente Dilma Rousseff prevê que milhares de pessoas sairão às ruas hoje. De acordo com Kim Kataguiri , do Movimento Brasil Livre (MBL), a população está "insatisfeita" com o governo.

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A expectativa se justifica. No dia 15 de março, a quantidade de pessoas nas ruas surpreendeu os organizadores e chamou a atenção da imprensa mundial. "Esperávamos 200 mil pessoas em São Paulo e 1 milhão de pessoas pelo país, mas conseguimos juntar 1 milhão de pessoas só em São Paulo e mais de 2 milhões de pessoas pelo país. A população mostrou que de fato rejeita o governo de Dilma", disse Kataguiri à ANSA utilizando como base os dados divulgados pela Polícia Militar.

Ainda segundo ele, a data foi escolhida pois 15 de março seria o dia em que Tancredo Neves assumiria a Presidência após o fim da ditadura militar (1964-1985), "ou seja, a data simboliza o renascimento da Democracia".

"Tivemos como principal objetivo o impeachment porque acreditamos que o maior problema do país, no momento, é o totalitarismo. O Petrolão e o Mensalão não foram meros casos de corrupção, foram o governo federal submetendo o poder Legislativo aos seus interesses utilizando dinheiro público.

Acabar com a separação dos três poderes é destruir a República, e isso é um crime político gravíssimo. Portanto, pedimos o impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 15 e pediremos novamente no dia 12 de Abril pois queremos proteger a república".
Neste domingo, o MBL pretende levar mais gente ainda às ruas, apesar de críticos acreditarem que força do movimento pode cair.

"Só o MBL está organizando protestos em três vezes mais cidades do que organizou no dia 15. Isso sem falar na boa impressão que a pacificidade das manifestações do dia 15 causaram ao público".

Surgido no ano passado, o movimento não esteve presente na onda de protestos de junho de 2013. Kataguari explica que a grande diferença entre as primeiras manifestações e as de agora é que há dois anos existia "uma pausa difusa e confusa, era "contra a corrupção", "contra tudo o que está aí", "por todos os serviços públicos".
"Sem foco não se chega a lugar algum. Nossas reivindicações têm nome, CPF e endereço", conclui.

IMAGENS: Veja fotos dos protestos contra o governo federal pelo País:


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