Números da Polícia Militar de São Paulo, que apontavam para 1 milhão de manifestantes em 15 de março, foram questionados na época; balanço foi feito apenas no começo da noite

Alguns grupos se organizaram e criaram modelos para participar da manifestação, como este, em São Paulo
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Alguns grupos se organizaram e criaram modelos para participar da manifestação, como este, em São Paulo

Ainda que a manifestação vista em São Paulo neste domingo (12) contra Dilma Rousseff, o governo federal e o Partido dos Trabalhadores (PT), tenha chamado a atenção ao ser comparado com os atos de outras capitais, esvaziados, o público foi bem menor do que o registrado no ato de 15 de março.

Segundo os números da Polícia Militar, divulgados no início da noite, passaram pela Avenida Paulista 275 mil pessoas, no auge das 16h. No protesto de março, segundo a PM, estiveram no ato da capital paulista 1 milhão de manifestantes. Ou seja, o público deste domingo é 72,5% menor do que o registrado há um mês.

De acordo com o instituto de pesquisa Datafolha, o ato na Avenida Paulista reuniu 100 mil manifestantes. Em 15 de março, o instituto estimou em 210 mil o número de pessoas no protesto da capital paulista.

Os atos deste domingo foram nacionais. No geral, o público foi bem menor do que o apontado pelos organizadores no mês passado, não houve incidentes relevantes e viu-se pessoas (vestidas de amarelo e verde) gritando contra a presidente Dilma, o PT e o ex-presidente Lula. Além disso, muitos aproveitaram para fazer fotos com policiais militares.

Ao final do protesto de São Paulo, uma parte dos movimentos contrário a presidente Dilma Rousseff anunciou uma aliança com o objetivo de fortalecer suas demandas.

Encabeçada pelos principais movimentos organizadores dos atos, a aliança será composta por vários grupos, entre eles o "Vem Pra Rua".

"A aliança dos grupos está melhorando muito. Cada vez mais o povo vê que nosso pedido de mudar a realidade atual é legitima", diz ao iG Rogerio Chequer, líder do "Vem Pra Rua. "Vamos fazer várias ações além de convocar milhares às ruas. Panelaços, palestras, entre outras coisas." 


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