Luiz Flávio D'Urso confirma que dirigente petista deve abrir mão do direito de ficar em silêncio durante o depoimento que dará à CPI da Petrobras nesta quinta-feira

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto
Agência Brasil
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto

O advogado Luiz Flávio D ‘Urso, que defende o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, afirmou que seu cliente abrirá mão do direito constitucional de permanecer calado e irá depor na CPI da Petrobras nesta quinta-feira, disposto a responder a todas as perguntas e esclarecer qualquer dúvida dos deputados.

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“Ele está tranquilo porque fez tudo dentro da lei. Não há nenhum dado objetivo que possa ensejar conduta criminal de meu cliente”, disse D’Urso. Segundo ele, Vaccari cumpriu a função de tesoureiro do partido e orientou que as doações fossem depositadas numa conta bancária e declaradas à Justiça Eleitoral.

A principal linha de defesa de Vaccari, como adiantou o Poder Online , será demonstrar que as mesmas empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato fizeram a doações a vários outros partidos, inclusive ao PSDB, usando o mesmo modelo.

O advogado disse que entrará com recurso à Justiça Federal do Paraná para unificar o processo aberto contra Vaccari ao inquérito aberto pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, tratam do mesmo assunto. “Vamos fazer com que o processo não prospere porque trata basicamente da mesma coisa”, disse D’Urso.

O advogado afirma que as principais acusações contra o tesoureiro do PT são baseadas apenas em delação premiada que, segundo ele, é considerada juridicamente a mais frágil de todas as provas. “As delações serão objeto de controvérsia nos tribunais superiores”, afirmou.

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