Deputado faz lanchinho e publica selfie com piada em depoimento de Vaccari

Por iG São Paulo |

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Carlos Marun (PMDB-MS), que acompanhou as declarações do ex-tesoureiro do PT nesta quinta-feira (9), postou foto comendo chocolate e fez piadinha

O extenso depoimento de João Vaccari, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) desta quinta-feira (9), durou pouco mais de sete horas e exauriu alguns parlamentares. Para passar o tempo, houve quem usasse as redes sociais para publicar comentários sobre a sessão e até piadinha, como fez o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS).

Deputado Carlos Marun, do PMDB de MS, faz um lanchinho durante o depoimento de João Vaccari e posta selfie no Facebook
Reprodução
Deputado Carlos Marun, do PMDB de MS, faz um lanchinho durante o depoimento de João Vaccari e posta selfie no Facebook

O parlamentar fez uma pausa para um lanchinho no meio do depoimento. Comeu uma barra de chocolate, fez a própria foto e escreveu em seu perfil no Facebook. "O almoço foi lanche. Agora chegou a hora da sobremesa... e o Vacca ri...", ironizou.

Horas antes, o mesmo Marun fez outra troça nas redes sociais ao escrever "e a vaca vai pro brejo? Vacca... ri".

Marun começou os trabalhos na CPI da Petrobras usando o smartphone para registrar os melhores momentos dos colegas que participariam do depoimento de Vaccari. Logo pela manhã ele fez uma selfie dos parlamentares e previu: "Iniciando os trabalhos da CPI. E hoje a coisa pode pegar fogo. Vamos interrogar o Vaccari, tesoureiro do PT."

Entenda como foi o dia de Vaccari

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, afirmou à CPI da Petrobras que as doações de campanhas oficiais feitas por empresas investigadas pela Operação Lava Jato na campanha eleitoral de 2010 não representam peso excessivo no total arrecadado.

O depoimento acabou pouco depois das 17h30, após pouco mais de sete horas de duração. 

Marun, deputado do PMDB de Mato Grosso do Sul, faz selfie com os colegas parlamentares
Reprodução
Marun, deputado do PMDB de Mato Grosso do Sul, faz selfie com os colegas parlamentares

Réu da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, Vaccari Neto é apontado como o responsável do PT por arrecadar propinas de empresas contratadas pela Petrobras.

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Segundo Vaccari, as doações das empresas investigadas, em 2010, totalizaram R$ 135 milhões. “As doações feitas por empresas investigadas foram equivalentes às de outras empresas”, disse.

O tesoureiro disse ainda que não tinha a atribuição de arrecadar recursos de campanha para o partido nas eleições de 2006 e 2010 e afirmou: "Serei secretário de finanças até que tenha liberação do diretorio nacional do partido".

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Após fazer uma série de acusações a Vaccari sobre sua conduta como tesoureiro do PT, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirma que o petista teria ido ao escritório de Youssef e que teria fotos que comprovavam a visita, Vaccari confirmou: "Eu estive no escritório dele [Youssef], mas ele não estava presente.". Vaccari afirmou que o encontro não tinha uma agenda pré determinada e que não poderia responder sobre o assunto que seria tratado. "Essa dúvida que o senhores têm, eu também tenho", afirmou.

"O senhor Alberto Youssef mandou para mim o recado para que eu fosse ao escritório dele. Nós não marcamos nada. Lá eu compareci, ele não estava e eu fui embora", finalizou.

Vaccari, ao responder pergunta da deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO) durante sessão da CPI da Petrobras, admitiu ser submetido a um teste com detector de mentiras. “Eu já disse aqui estar à disposição das autoridades”, disse.


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