Jorge Celestino Ramos participa de uma audiência pública na comissão externa da Câmara dos Deputados

Agência Câmara

A decisão da Petrobras de cancelar a construção de duas refinarias premium nos estados do Maranhão e do Ceará foi motivada por mudanças nas condições do mercado, que reduziu a margem de refino dos projetos e afugentou eventuais parceiros interessados em participar dos empreendimentos, e pela necessidade da empresa de preservar seu caixa.

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A afirmação foi feita há pouco pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino Ramos, que participa neste momento de uma audiência pública na comissão externa da Câmara dos Deputados que analisa a suspensão dos dois projetos.

Ramos repete, assim, argumentos já trazidos pela estatal em outra audiência pública, realizada em março. Ele garantiu que a companhia "fez todo o esforço com sua equipe" para manter os investimentos, mas não foi possível diante da queda de preços do mercado internacional de petróleo e, por conseguinte, de refino. Com preços menores, segundo ele, as margens de lucro caem e tornam os projetos menos atrativos. "O risco de se investir em petróleo agora é elevado", afirmou.

Parceiro

Ele disse que a decisão de cancelar os investimentos, anunciada em janeiro, foi sacramentada após a decisão da petroquímica chinesa Sinopec de não participar mais de uma possível parceria com a Petrobras nas unidades de refino.

Segundo Ramos, a Sinopec anunciou "que não teria mais apetite para continuar nos projetos". "Não havia outra condição senão suspender", disse o diretor da Petrobras.

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