Projeto que muda cálculo de dívidas dos estados deve voltar à Câmara, diz Jucá

Por Agência Brasil |

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Após reunião com o ministro Joaquim Levy, senador falou que a solução ainda será discutida pelos líderes partidários, mas destacou que esse deve ser o caminho mais provável

Agência Brasil

Vice-presidente do Senado, Romero Jucá, falou sobre o projeto em reunião com Joaquim Levy
José Cruz/ABr
Vice-presidente do Senado, Romero Jucá, falou sobre o projeto em reunião com Joaquim Levy

O projeto que muda o indexador das dívidas dos estados deve sofrer emendas no Senado e voltar para a Câmara, disse há pouco o segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Após reunião de cerca de uma hora com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, o senador falou que a solução ainda será discutida pelos líderes partidários, mas destacou que esse deve ser o caminho mais provável.

“Provavelmente, deverá haver uma emenda e a matéria [indexador das dívidas dos estados] voltará à Câmara dos Deputados. A emenda é para definir o prazo de regulamentação e a devolução do recurso que for a juízo. Vamos discutir mais tarde no Senado quem vai fazer a emenda. A questão da regulamentação está pronta para votar. Tendo a emenda, é possível de ser votada rapidamente”, disse Jucá ao sair do encontro.

Caso o projeto que obriga a regulamentação da mudança do indexador da dívida dos estados e dos municípios volte à Câmara, o governo ganhará tempo para debater com o Senado a votação de outras propostas de interesse dos estados. Entre os temas em discussão, estão a unificação das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual, medida que poria fim à guerra fiscal, e a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos governos estaduais.

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De acordo com Jucá, Levy assumiu o compromisso de apresentar estudos para a formação de um fundo federal ou outro instrumento que compense a perda de arrecadação dos estados com a unificação do ICMS. Em 2013, o governo tinha editado uma medida provisória (MP) que criava dois fundos: um para compensar a queda de receita do ICMS e outro com recursos para investimentos em projetos infraestrutura. A MP, no entanto, perdeu validade e os fundos jamais saíram do papel.

Originalmente, os dois fundos previam o desembolso de R$ 450 bilhões em 20 anos, parte com recursos do Orçamento Geral da União e parte com empréstimos dos bancos oficiais. Ao sair da reunião, Jucá não mencionou valores para o novo fundo ou instrumento financeiro de ajuda aos estados. Ele disse apenas que o governo apresentará, até o fim de maio, os estudos sobre o tema de modo que a unificação do ICMS e a convalidação dos incentivos sejam votadas em conjunto.

“A convalidação [dos benefícios fiscais já concedidos] é um aspecto. Além disso, existe a resolução [do Senado] que uniformiza das alíquotas [do ICMS] e as discussões em torno da definição de recursos para esse plano estratégico, ou de equalização, de possibilidade de perdas dos estados. É isso que temos que discutir. Vamos ver agora qual é a posição das lideranças e do presidente Renan [Calheiros, do Senado Federal]”, explicou Jucá.

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