"Projeto de governo do PT está sob forte ameaça", diz presidente do partido

Por Anderson Passos , iG São Paulo | - Atualizada às

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Em evento na capital paulista, Rui Falcão criticou imprensa: "enquanto para nós é doação, para os outros é contribuição"

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que o projeto de governo de governo iniciado pelo governo em 2003 está sob "forte ameaça". O discurso foi feito durante ato político promovido por movimentos sociais e sindicatos em prol da legenda, realizado na noite desta terça-feira (31), na quadra do Sindicato dos Bancários, na região central da capital paulista.

Rui Falcão discursa enquanto é observado por Lula em coletiva do PT, na segunda-feira (30)
Instituto Lula
Rui Falcão discursa enquanto é observado por Lula em coletiva do PT, na segunda-feira (30)

O evento foi realizado um dia depois de o PT lançar em reunião de sua Executiva nacional um manifesto no qual as lideranças as regionais do partido o conclamam voltar às suas origens, especialmente na relação com movimentos sociais, maior atuação dos militantes, além da luta por ampliação dos direitos dos trabalhadores, reforma política, a democratização da mídia e a reforma tributária.

Entre as entidades representadas no evento desta terça-feira estavam a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Discurso do triunfo
Falcão creditou ao PT a alta de 70% do salário mínimo, além da retirada de 36 milhões de pessoas da miséria nos últimos dias. O dirigente petista convocou partidos, sindicatos e movimentos sociais a formarem uma frente ampla em defesa do governo e da legenda de Dilma Rousseff.

Lembrando do apoio do PT ao projeto do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que regula o direito de resposta na mídia, Falcão exaltou o texto como uma arma em um momento em que o projeto de regulação das comunicações não avança no Parlamento. 

Também prometeu empenho do partido para votar o fim do fator previdenciário e o projeto de lei que visa a regulamentar a terceirização. "Não existe projeto de Brasil sem reforma tributária, sem reforma agrária e sem o fim do monopólio das comunicações", discursou Falcão. Antes do término de sua fala, ainda atacou o que chama de tratamento dispensado a seu partido pela mídia.

"Enquanto, para nós, a doação de campanha é propina; para outros, é contribuição."

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