Mercadante confia em “sinais” de Dilma para ter sobrevida no Planalto

Por Luciana Lima , iG Brasília |

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PMDB resiste à articulação do chefe da Casa Civil para ficar no cargo por entender que ele incentivou criação de partidos na base com objetivo de diminuir importância da legenda

Alvo de críticas do PMDB, o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tem confiado sua sobrevida no Planalto aos sinais de resistência que a presidente Dilma Rousseff tem emitido em relação às pressões por sua saída. Nesta semana, três ministros acabaram escalados para a defesa de Mercadante após a reunião da coordenação política com a presidente.

O ministro-chefe da Casa Civil: para ele, Dilma tem lidado bem com pressões que exigem renúncia
Allan Sampaio/iG Brasília
O ministro-chefe da Casa Civil: para ele, Dilma tem lidado bem com pressões que exigem renúncia

O ministro das Cidades, Gilberto Kassab; a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa saíram da reunião negando qualquer sinal de vulnerabilidade do ministro, principal alvo de fritura do PMDB.

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O assunto chegou ser discutido na reunião na qual Mercadante pode contar com o apoio de Kassab. O ministro das Cidades chegou a dizer aos peemedebistas presentes ao encontro, que não entendia porque lideranças do PMDB atribuíam a Mercadante a responsabilidade das articulações para recriação do antigo PL.

Na reunião, Kassab teria garantido aos peemedebistas presentes que nunca conversou com o chefe da Casa Civil sobre o assunto.

A movimentação para a recriação do partido começou a ser feita por Kassab no final do ano passado e irritou a cúpula do PMDB que entendeu as movimentações de Kassab e do ex-ministro da Educação, Cid Gomes, que propôs criar uma frente partidária de apoio ao governo, como forma de diminuir a importância do PMDB na coalizão.

Na semana passada, Dilma negou sua intenção de fazer uma reforma e disse que faria mudanças “pontuais”, motivadas pela saída de Cid Gomes do Ministério da Educação.

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Dilma, no entanto, em entrevista em Porto Alegre, condicionou as possíveis mudanças no seu governo à aprovação do pacote fiscal no Congresso, um claro recado ao PMDB, maior partido aliado que pressiona pela saída de Mercadante do Planalto.

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