Duque quebra silêncio na CPI da Petrobras e nega contato de sua mulher com Lula

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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No início da sessão, ele disse que permaneceria calado, mas respondeu a perguntas do deputado Izalci (PSDB-DF)

Agência Brasil

O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque voltou a quebrar, há pouco, o silêncio que disse que manteria em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, para negar que sua esposa tenha tido contato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No início da sessão, ele disse que permaneceria calado, mas respondeu a duas perguntas formuladas pelo deputado Izalci (PSDB-DF). Antes, ele já havia rompido o silêncio para dizer que não conhece o doleiro Alberto Youssef, que o acusou, em delação premiada, de receber propinas de empresas contratadas pela estatal.

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Renato Duque preferiu não responder as perguntas dos parlamentares durante depoimento na CPI da Petrobras (19/03/2015)
Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados
Renato Duque preferiu não responder as perguntas dos parlamentares durante depoimento na CPI da Petrobras (19/03/2015)

Citando uma publicação do site da revista Veja, segundo a qual, após a prisão do ex-diretor da Petrobras, a esposa dele entrou em desespero e, não podendo mais recorrer ao ex-ministro José Dirceu, procurou o tesoureiro do Instituto Lula, Paulo Okamoto, amigo do ex-presidente, para que interviesse em favor de Duque. Izalci perguntou, então, a Duque se a mulher dele teve contato com o ex-presidente. “Minha esposa nunca esteve com o presidente Lula, nem com Okamoto. Não conhece, nem nunca conheceu”, retrucou Duque, negando a veracidade das informações.

Ao responder à primeira pergunta formulada por Izalci, se a sua esposa tem parentesco com o ex-chefe da Casa Civil, Duque, que a cada pergunta repetia a expressão “calo-me por direito” ou variantes, contrariou a orientação de seus advogados e negou aos membros do colegiado a existência de qualquer tipo de parentesco.

“Tem determinadas perguntas que não tem mínima questão e vou responder: basta olhar a árvore genealógica de um e de outro e ver que não tem nenhum parentesco, nem da minha esposa, nem meu”, respondeu Duque, que foi apontado por alguns deputados como apadrinhado de Dirceu na estatal.

Duque também quebrou o silêncio ao ser confundido pelo deputado Altineu Cortês (PR-RJ) com o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco, “Não me confunda com o Barusco”,  corrigiu o ex-diretor da Petrobras. Ele disse ainda que considera “ameaça” o fato de parlamentares terem levantado a possibilidade de convocar sua esposa para depor na comissão. “Essa CPI não ameaça, convoca”, rebateu o deputado Onix Lorenzoni (DEM-RS).

Os membros da CPI informaram que vão propor uma acareação entre Duque e o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco. Segundo os parlamentares, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que é cogitado para depor na comissão, também poderá participar da acareação.

Renato Duque, investigado na Operação Lava Jato, seguiu a orientação de seu advogado e não respondeu a nenhuma pergunta dos parlamentares. Foto: Agência BrasilRenato Duque, ex-diretor da Petrobras, negou aos parlamentares da CPI da Petrobras que sua mulher conheça o ex-presidente Lula ou Paulo Okamoto. Foto: Agência BrasilRenato Duque, que foi questionado por parlamentares na CPI da Petrobras nesta quinta-feira (19/03/2015), é uma das principais peças da Operação Lava Jato. Foto: Agência BrasilRenato Duque, ex-diretor da Petrobras, só falou aos parlamentares da CPI quando foi confundido com outro investigado, o ex-gerente Pedro Barusco. Foto: Agência BrasilEx-diretor da Petrobras, Renato Duque foi convocado pela CPI da Petrobras (19/03/2015). Foto: Agência BrasilParlamentares da CPI da Petrobras ficaram irritados com o silêncio de Renato Duque, ex-diretor da petroleira que é está envolvido na Operação Lava Jato. Foto: Agência BrasilIncomodado com o silêncio de Renato Duque na CPI da Petrobras, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) propôs a convocação imediata da mulher do ex-diretor da petroleira. Foto: Agência Brasil


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