Governo ouve protestos e quer diálogo, dizem ministros após reunião com Dilma

Por iG São Paulo |

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Participaram da coletiva de imprensa os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de Minas e Energia, Eduardo Braga

Após reunião com a presidente Dilma na manhã desta segunda (16), os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e de Minas e Energia, Eduardo Braga falaram à imprensa.

No tom dos pronunciamentos, ambos defenderam o direito à manifestação, mas criticaram a "torcida contra". Cardozo disse que o governo está disposto a debater propostas relativas ao combate à corrupção, mas criticou quem, segundo ele, cultiva a ideia do "quanto pior, melhor". "Há uma distância entre os que querem reforma política e aqueles que pensam que quanto pior melhor", disse.

Questionados sobre o estado de espírito de Dilma após os protestos, os ministros relembraram que a presidente foi presa durante a ditadura e que o estado de espírito de Dilma é o de uma "democrata" que quer responder aos anseios dos manifestantes. "Ela tem um arraigado espírito democrático e é muito firme. Ela sabe conduzir sua equipe. E, como as mulheres brasileiras, ela não é frágil", disse Cardozo.

Sobre o combate à corrupção, o ministro Eduardo Braga, reiterou que a corrupção é uma situação antiga no país. "Esse é um processo histórico inegável", disse. E completou que os governos do PT têm atuado com mais afinco no combate a esse mal. " É importante que todos possamos entender que o combate à corrupção bate à porta do povo há muitos anos. Mas é sob a coordenaçaõ de Liula e Dulma que vivenciamos um período de independência para que as instituições possam fiscalizar e garantir a transparência. Doa a quem doer", afirmou

Ajuste fiscal

Eduardo Braga também defendeu as medidas fiscais e assegurou a continuidade dos programas sociais. "Todos os ajustes têm um único objetivo: assegurar os fundamentos da economia para que o Brasil volte a crescer com intensidade. Mas, para isso, é preciso ter coragem antes que a crise chegue ao desemprego. Nenhum programa social foi ou será extinto. Todos terão de sofrer correções quando necessário", disse. 

Questionados sobre o "panelaço" deste domingo [protesto foi feito durante pronunciamento dos ministros Cardozo e Miguel Rossetto após as manifestações], os ministros disseram que, acima de tudo, é preciso respeito à democracia . "É fundamental que o Executivo dialogue com o Congresso buscando convergências. Isso independente de posições políticas ou ideológicas. É necessário que o Brasil demonstre a solidez de sua democracia", disse Cardozo.


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