Organizadores falam em levar 200 mil pessoas às ruas. Os grupos querem o impeachment de Dilma, intervenção militar e a saída do PT do poder

Protestos de domingo são contra Dilma
David Shalom/iG São Paulo
Protestos de domingo são contra Dilma

Convocados pela internet, principalmente pelas redes sociais, os protestos que devem ganhar as ruas das capitais e das principais cidades brasileiras neste domingo (15) reclamam do PT, pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff e defendem uma intervenção militar no País.

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Os organizadores falam em levar cerca de 200 mil pessoas às ruas, com o objetivo de promover o maior ato contra a presidente Dilma Rousseff desde sua reeleição. De acordo com tais grupos, haverá protestos em pelo menos 200 cidades.

Embora o protesto deste domingo tenha surgido de uma ação conjunta destes grupos, há discordância nas pautas que cada um defende. O Vem Pra Rua, por exemplo, que chegou a organizar manifestações durante as eleições em favor do candidato tucano Aécio Neves, derrotado por Dilma, não embarca na tese do impeachment, por achar que não há condições legais para o pedido. Fazem parte deste grupo cerca de 20 empresários que contam com cerca de 200 mil seguidores no Facebook.

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Já o Movimento Brasil Livre (MBL), aposta na defesa do impeachment, mesmo que a Presidência da República vá para as mãos do PMDB. “A gente precisa passar um sinal para o mundo de que o Brasil começou a limpar a casa”, disse ao iG, um dos integrantes deste grupo, o advogado Paulo Batista, filiado ao PRP, que tentou se eleger deputado estadual nas últimas eleições, mas saiu derrotado.

“Estamos na linha do ‘fora Dilma’. Ficamos inconformados com o resultado das eleições e chegamos a reunir 10 mil pessoas em São Paulo, na sequência. Agora queremos levar 200 mil, o que significa 10% dos que confirmaram presença na internet”, disse Batista.

Batista rebate a comparação feita pelo governo, inclusive pela presidente Dilma Rousseff, de que a defesa de um impeachment neste momento significa “golpe”. “Golpe é o que o governo está fazendo. Aumento da gasolina, da energia elétrica, corte de direitos das pessoas que trabalham com carteira assinada. Isso caracteriza um estelionato eleitoral. As contas de 2014 não fecharam”, argumenta.

Ainda participam do chamamento às ruas grupos que defendem a tomada do poder pelos militares. Entre eles os Legalistas e os Revoltados On Line que defenderam esta bandeira no ano passado, logo após a vitória da presidente Dilma. O grupo também se manifestou contra o governo na última sexta-feira (13) em um movimento esvaziado e abafado pelas manifestações contra o pacote fiscal e contra o impeachment .

Em São Paulo, as manifestações deverão ser puxadas pelo “hino do impeachment” da banda Os Reaças. A letra refere-se à presidente como “anta” e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “molusco”.

IMAGENS: Veja fotos dos protestos em defesa da Petrobrás na sexta-feira (13)


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