Do ditador Artur da Costa e Silva a Fernando Collor de Melo: antigos presidentes foram empossados em 15 de março

Neste dominho, 15 de março de 2015, grupos de militantes que se opõem ao governo de Dilma Rousseff foram às ruas protestar contra a presidente. A data, que segundo os organizadores da manifestação foi escolhida aleatoriamente, é histórica na política brasileira. Na década de 1960 e 1970, foi quando tomaram posse alguns presidentes do País, inclusive ditadores.

O dia 15 de março de 1985, por exemplo, é lembrado como o dia em que Tancredo Neves tomaria posse como presidente do Brasil, o que não chegou a acontecer já que ele enfrentava problemas de saúde à época. José Sarney, seu vice, foi quem tomou o poder.

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No entanto, o Movimento Brasil Livre (MBL), um dos principais organizadores do protesto, diz que a data não foi escolhida por esse motivo. "A gente chegou a comentar que dia 15 seria a posse do Tancredo em 1985, mas não foi por isso. O número 15 é um nome forte, caía em um domingo, e estamos no epicentro da maior crise de governabilidade desde o governo do Collor e do maior escândalo da história do país", explica Renan Santos, um dos coordenadores nacionais do grupo.

Ele acredita que, se a data fosse outra, não traria resultados diferentes. "Acho que 15 ou 14 não ia fazer a mínima diferença. Nós é que vamos fazer o dia 15 ser um dia histórico para o País."

A organização do grupo Vem Pra Rua, outro organizador da manifestação, também afirma que não pensou no simbolismo da data quando escolheu o próximo domingo para ir às ruas protestar contra o atual governo.

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"A escolha do 15 de março não foi por esse motivo, tem uma série de questões que levaram a ele. No dia 13 de março ocorreram as manifestações pró-Dilma, teve de ser no dia 15 de março porque, se passasse muito tempo, acalmaria o furor", explica Rosana Schwartz, socióloga e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Segundo ela, as pessoas dificilmente farão a associação de datas. Ela conta que, em sala de aula, isso não ocorreu. "É diferente do dia 21 de abril, dia da morte do Tancredo que foi muito debatida. Havia dúvidas se ele já estava morto antes, se deram a data a data porque ele seria o mártir da Nova República, assim como Tiradentes foi um mártir", diz.

"Acho que não modificaria muita coisa. A situação já está posta e as pessoas já estão alinhadas", afirma a professora. 

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