Para secretário de Direitos Humanos de São Paulo, caixa dois deve ser considerado crime eleitoral e legislação deve acabar com doações de empresas a campanhas políticas

Eduardo Suplicy foi candidato à senador em São Paulo, mas não se reelegeu. Hoje, ocupa o cargo de secretário de Direitos Humanos na prefeitura da capital paulista
iG São Paulo
Eduardo Suplicy foi candidato à senador em São Paulo, mas não se reelegeu. Hoje, ocupa o cargo de secretário de Direitos Humanos na prefeitura da capital paulista

Engrossando o protesto organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Sem-Terra (MST) e representantes de movimentos estudantis, o secretário Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, disse nesta sexta-feira (13) que a reforma política ajudaria a "prevenir e corrigir erros que aconteceram com companheiros dos Partidos dos Trabalhadores".

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"Nós queremos avançar, fazer a reforma política, acabar com as contribuições de pessoas jurídicas, limitar as contribuições de pessoas físicas, tornar transparente em tempo real toda e qualquer contribuição, seja do poder público ou do setor privado para a realização das campanhas. Pedir, conforme a presidente tem dito, que caixa dois seja considerado crime eleitoral. Vamos prevenir e corrigir os erros que aconteceram com companheiros do Partido dos Trabalhadores e sempre defender a ética, a transparencia e a realização de Justiça em nosso País".

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Uma das principais revindicações dos manifestantes, a reforma política foi também um dos compromissos assumidos pela presidente Dilma Rousseff (PT) ao ser reeleita em outubro do ano passado. Atualmente, a proposta de reforma política segue em votação no Congresso.

Impeachment é inadequado

Quando questionado sobre o frase do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), que afirmou querer ver a presidente "sangrar" ao invés de deixar a presidência, o secretário municipal disse não temer um processo de impeachment no País.

"Os principais juristas já disseram que não tem fundamento. O próprio presidente Fernando Henrique Cardoso [PSDB] disse que não razão para o impeachment da presidente da República. A hipótese de impeachment é totalmente inadequada".

Nesta semana, de acordo com o jornal "O Valor", Aloysio Nunes Ferreira disse que não quer o Brasil presidido por Michel Temer (PMDB), atual vice-presidente da República.
"Que eles possam fazer críticas ao governo, é natural da oposição, é da democracia. Nós vamos saber responder e agir com muita firmeza. Vamos levar o Brasil a uma condição muito melhor do que está hoje", finalizou Suplicy.

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