Protestos do dia 15 de março: debate político chega ao aplicativo Waze

Por Emily Canto Nunes - iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Usuários da plataforma estão utilizando os recursos de comunicação do app para se manifestar contra e a favor do governo de Dilma Rousseff (PT)

Usuários do Waze estão utilizando o aplicativo para manifestar suas opiniões políticas com a proximidade dos protestos contrários ao governo do dia 15 de março
Reprodução
Usuários do Waze estão utilizando o aplicativo para manifestar suas opiniões políticas com a proximidade dos protestos contrários ao governo do dia 15 de março

Com a proximidade do dia 15 de março – data em que vários movimentos sociais prometem ir às ruas do País para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) –, o debate político invadiu novas esferas, inclusive a virtual.

Desde o início da semana, começaram a pipocar no Waze, popular aplicativo de navegação baseada em GPS, usuários manifestando-se contra e a favor do governo petista enquanto transitam pelas ruas da cidade de São Paulo. Desde quinta-feira (12), o iG vêm recebendo relatos de usuários da plataforma comentando o fenômeno enquanto circulavam nas regiões do Jardins, da Avenida Paulista e do Brooklin, na zona sul da capital paulista.

LEIA: Com 50 milhões de usuários, Waze aposta no social para ser melhor app de rotas

No Waze, cada usuário cadastrado na plataforma é transformado em ícone, chamado de Mood ou mais popularmente de Wazer, no linguajar do próprio aplicativo. Um dos maiores serviços de trânsito do mundo, o Waze ajuda motoristas a escolherem a melhor rota em tempo real enquanto enfrentam o trânsito das suas cidades. Outros usários aproveitaram para convidar os demais para os protestos de 15 de março. Alguns dos dados encontrados no aplicativo são enviados por entidades locais, mas a grande maioria é proveniente dos próprios usuários, que avisam quando há um acidente em uma via ou estão quando o trânsito intenso, por exemplo.

Tal qual uma rede social, o Waze possui alguns recursos de comunicação entre os usuários. Cada pessoa cadastrada no aplicativo pode, por exemplo, colocar uma frase de saudação, que aparece em uma balão verde e que pode receber comentários de outros usuários. É justamente esse o espaço que está sendo tomando por frases como “Fora Dilma” e “Fora PT”, entre outras expressões comuns entre aqueles que são contrários ao atual governo. O espaço para comentários em eventos como de "trânsito intenso" também viraram palanque, com usuários contrários e favoráveis ao governo se manifestando e defendendo seus colegas de opinião.

Leia também:

Manifestantes protestam em SP a favor de Dilma, da Petrobras e contra ajuste

Adquirido pelo Google há um ano, o Waze se esforça para preservar o espírito de startup e também para se diferenciar de outras soluções da casa, como o Google Maps. Seu principal diferencial está em ser gratuito e na comunidade de usuários, que são responsáveis por compartilhar informações sobre o tráfego, alertas em vias públicas e de cuidar para que os mapas estejam sempre atualizados.

Leia também:

Mais famosos aderem à causa e convocam população para protesto anti-Dilma

No mundo, são mais de 50 milhões de usuários ativos e o Brasil desponta como um dos cinco países com maior número de usuários, ao lado de Estados Unidos, México, França e Indonésia. São Paulo é a cidade brasileira com mais pessoas na plataforma: 1,5 milhão. Contato pelo iG sobre o recente fenômeno, o Waze respondeu que "a essência de compartilhar informações é o que faz o nosso mapa ser preciso, rico e consistente. Nós não censuramos nossos usuários, que tem direito a opinião, desde que não seja abusiva ou que coloque alguém em perigo. Em caso de linguagem ou conteúdo inadequado, a mensagem é removida, desde que tenhamos ciência do fato.”

Veja também: protesto de sexta-feira (13) mobilizou várias capitais

A Avenida Paulista foi tomada por manifestantes pró-governo nesta sexta-feira 13. Foto: Robson Fernandjes/Fotos Públicas  Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas  Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto:  Paulo Pinto/ Fotos Públicas  Membros de Centrais Sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, realizam ato em frente a sede da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/ Fotos PúblicasProfessores Apeoesp se reúnem na Avenida Paulista. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloManifestantes se reúnem na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes se reúnem na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes se reúnem na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São PauloPessoas se protegem da chuva durante manifestação da CUT na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São PauloPolicias filmam manifestação da CUT na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes da CUT saem em passeata na Avenida Paulista. Foto: David Shalom/iG São PauloVeja as principais reivindicações da manifestação da CUT na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São PauloShopping fecha as portas durante manifestação da CUT na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes protestam em São Paulo a favor da Petrobras e contra ajuste fiscal. Foto: David Shalom/iG São PauloManifestantes se reúnem em frente a Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloManifestantes se reúnem em frente a Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloManifestantes se reúnem em frente a Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São PauloManifestantes se reúnem em frente a Petrobras, na Avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo Manifestantes vão sair em passeata pelas ruas do Recife. Foto: Giselly Santos/LeiaJáImagens Manifestantes vão sair em passeata pelas ruas do Recife. Foto:  Giselly Santos/LeiaJáImagens Manifestantes vão sair em passeata pelas ruas do Recife. Foto: Giselly Santos/LeiaJáImagensNa manhã desta sexta (13), protesto de centrais sindicais em Minas Gerais fechou a BR-381 . Foto: JOÃO LEUS / O TEMPO BETIMProtesto em apoio à Petrobras ao lado da Câmara de Vereadores de Recife (PE), na manhã desta sexta-feira (13). A manifestação foi convocada por centrais sindicais. Foto: Marlon Costa/Futura PressManifestantes participam de ato em Salvador (BA), na manhã desta sexta-feira (13), do dia de manifestações em apoio à Petrobras. Foto: omildo de Jesus/Futura PressPetroleiros fazem protesto em frente à refinaria da Petrobras, Regap, em Minas Gerais. Foto: Divulgação/Sindicato dos PetroleirosEm Betim (MG), os petroleiros começaram os protestos em favor da Petrobras no início da manhã desta sexta (13). Foto: JOÃO LEUS / O TEMPO BETIM


Leia tudo sobre: wazer15 de marçoprotestosanti-dilmamanifestações

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas