Grupos anti-Dilma recebem doações para bancar organização de protestos

Por Bárbara Libório - iG São Paulo |

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Movimento Brasil Livre até tenta se aproximar de empresariado, mas afirma que elite não gosta do grupo

Revoltados On Line vendem camisetas pró-impeachment para organizar atos
Divulgação
Revoltados On Line vendem camisetas pró-impeachment para organizar atos

Os grupos que convocaram as manifestações contra o governo que ocorrem nesta sexta-feira (13) e no domingo (15) têm recorrido a pedidos de doações e à venda de produtos, como adesivos e camisetas, para angariar fundos para a organização dos protestos.

No evento desta sexta, convocado pelos Revoltados On Line no Facebook, há o número de duas contas bancárias para depósitos de doações de simpatizantes da causa. Há também o link da loja de camisetas do grupo, que vende peças com as estampas “Impeachment Já” e “Fora Dilma”.

“Nossas fontes de renda são as doações e as vendas de camisetas. As camisetas estão vendendo bem e estamos atarefados pra entregar a última remessa”, diz Marcelo Reis, organizador do grupo.

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O montante arrecadado custeará os gastos com carros de som, faixas, e o deslocamento e hospedagem dos integrantes da banda “Os Reaças”, que compuseram “o hino do impeachment”.  

“Não temos articulação com o empresariado ou os partidos políticos. Somos uma organização da sociedade civil, não temos essas ligações para captar recursos. Não temos telhado de vidro, fazemos o que achamos certo”, diz Reis.

Já o Movimento Brasil Livre (MBL), um dos articuladores do protesto do dia 15, se mantém com doações de pessoas físicas feitas pelo PayPal. “São doações de R$ 50, R$ 100, de simpatizantes, nossas ou de amigos próximos”, diz Renan Santos, um dos coordenadores nacionais do grupo.

Segundo Renan, o grupo até tentou o apoio de grandes empresários, mas não teve sucesso. “A gente já tentou pedir pra empresários ricos, mas só ganhamos tapinha nas costas. Existe um deslocamento do empresariado com o que está acontecendo no País. Não vemos problema em pegar dinheiro com eles, até queremos”, diz.

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Os principais gastos são com a impressão de cartazes, o aluguel de carros de som e a infraestrutura que eles querem montar para o evento.

Quando o dinheiro sobra, Renan explica que o grupo banca viagens para Brasília para falar com os parlamentares. “Infelizmente, o processo politico de enfrentamento ao PT se dá com grupos que estão na pindaíba.”

Para Renan, o argumento de que a oposição ao governo é da elite brasileira não é válido. “Eu adoraria ser da elite, adoraria que a elite tivesse me ajudando, mas a verdade é que a elite não gosta da gente”.

Também não há envolvimento com partidos políticos. “Temos feito críticas ao PSDB, que é um partido de oposição frágil, que diz que não quer o impeachment. A gente decidiu seguir nessa trilha e temos ônus e bônus: somos amplamente independentes, mas a gente não tem ‘background financeiro’”.

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