Para Adriano Diogo, clima é o mesmo de 1964; o petista criticou a passividade da atual presidente Dilma Rousseff

Ex-deputado Adriano Diogo Faria se protege da chuva durante ato da CUT
Ana Flávia Oliveira/iG São Paulo
Ex-deputado Adriano Diogo Faria se protege da chuva durante ato da CUT

No chão, se protegendo da forte chuva com um frágil guarda-chuva, o ex-deputado estadual Adriano Diogo (PT) também esteve no ato convocado pela CUT nesta sexta-feira (13) .

Ele afirmou ao iG que os"fascistas estão preparando o golpe". "É o mesmo clima de 64. A mesma bateção de bumbo. Eu vivi 64." Segundo ele, há articulação até mesmo nos círculos militares.

Diogo também aproveitou para criticar a passividade da presidente Dilma Rousseff.

"Eu acho que ela tem responsabilidade nisso. Ela esteve presa na ditadura. Será que é a base, a peãozada que tem que reagir? Não vamos esperar o golpe sem nenhum tipo de reação", disse o ex-deputado.

Leia mais: Ato pró-Dilma e Petrobras na Avenida Paulista reúne 12 mil, segundo a PM

Manifestantes vaiaram governo de SP

Quando os manifestantes passaram em frente ao prédio da Sabesp, na Avenida da Consolação, os dirigentes do ato convocaram a militância a vaiar o governo estadual.
"Eles colocam a culpa no santo. Mas tem muita água em São Paulo. Está chovendo ou não está?", questionou um dos dirigentes no carro de som.

Durante todo o ato, houve falas em defesa da Petrobras e em defesa da democracia. Os manifestantes também criticaram muito a "manipulação da mídia" e a tentativa de "golpe" que foi chamado de "atentado contra a democracia".

O ato terminou de forma pacífica em frente a sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, região central de São Paulo.

Leia mais:  Esvaziado, ato anti-Dilma tem cartaz em inglês e hino a favor do impeachment

MAIS: Veja imagens dos atos a favor da Petrobras pelo País


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.