Também acompanharam a manifestação o deputado Carlos Minc e Roberto Amaral, líder do PSB

Agência Brasil

Terminou por volta das 17h30 o ato em defesa da Petrobras e de apoio à presidenta Dilma Rousseff na Cinelândia, área central do Rio de Janeiro. Os manifestantes seguiram em direção à sede da Petrobras, na Avenida Chile, para um abraço simbólico.

No Rio, os petroleiros gritaram a favor da Petrobras em dia de protesto
Tomaz Silva/Agência Brasil
No Rio, os petroleiros gritaram a favor da Petrobras em dia de protesto

Na Cinelândia, os manifestantes carregavam bandeiras de diversos movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos de esquerda. Havia representantes da Central dos Sindicatos Brasileiros, Federação Única dos Petroleiros e União da Juventude Socialista; União Nacional dos Estudantes, União Brasileira de Estudantes Secundaristas e Levante Popular da Juventude.

Os pronunciamentos começaram por volta de 15h30. A maioria foi em defesa da Petrobras e contra um possível pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente do PSB e ex-ministro da Ciência e Tecnologia Roberto Amaral, falou contra qualquer tentativa de tirar o governo. "Não haverá um novo 64. A direita não passará! Estamos aqui para defender a Petrobras", disse Amaral aos manifestantes.

O deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc (PT) classificou as manifestações de atos contra o que chamou de golpismo reacionário. "O povo que saiu da miséria, que entrou para a universidade e tem emprego não vai deixar", afirmou Minc.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, foi o último a falar. O líder disse que a crise pela qual o País passa é culpa dos capitalistas. "Não podemos fazer uma política de superávit primário para pagar juros aos bancos. Não vamos aceitar a redução de direitos."

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Stédile defendeu a Petrobras e disse que a mídia tenta manipular o povo dizendo que os ex-diretores acusados de corrupção são de esquerda, quando, para Stédile, "eles são só ladrões". Ele defendeu também a reforma política como solução para a corrupção e chamou o povo às ruas.

"A burguesia não se atreva a falar em golpe, estamos aqui para defender a democracia. Eles querem disputar conosco nas ruas. Nós aceitamos o desafio, porque o povo não está no Parlamento e nas classes dominantes, o povo está nas ruas. Preparem os tênis e sapatos, porque nós estamos só começando. Eles virão no dia 15, e nós voltamos no dia 20 de abril", disse Stédile.


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