MST denuncia ameaça de morte a coordenador do movimento

Por iG São Paulo |

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Cartaz que pede João Pedro Stedile "vivo ou morto" se disseminou nas redes sociais brasileiras

Segundo informações divulgadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), nesta quinta-feira (12), João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do movimento, está recebendo ameaças de morte pela internet.

Cartaz pede João Pedro Stedile
Reprodução
Cartaz pede João Pedro Stedile "vivo ou morto"

É que circula pelas redes sociais um anúncio que pede “Stedile vivo ou morto”. Apresentando-o como líder do MST e “inimigo da Pátria”, o autor da postagem oferece uma recompensa de R$ 10 mil para quem atender o seu pedido. 

De acordo com o MST, há indícios que a ação partiu da conta pessoal no Facebook de Paulo Mendonça, guarda municipal de Macaé (RJ) e foi reproduzida por outos usuários. "São as mesmas redes sociais, em sua maioria, que estão chamando a população para os atos do dia 15/3, para exigir a saída de Dilma do cargo de Presidenta da República, eleita legitimamente em 2014", afirmou o movimento, em nota.

Stedile divulgou um vídeo para convocar as pessoas a participarem do protesto que ocorrerá na sexta-feira (13) em defesa da Petrobras e contrário ao pedido de impeachment de Dilma

O MST afirma que já foram tomadas providências junto às autoridades para que o autor do cartaz e todos os que estão fazendo sua divulgação sejam investigados e responsabilizados criminalmente, "uma vez que são autores do crime de incitação à pratica de homicídio".

O movimento fez longas críticas aos setores da elite brasileira. Leia um trecho do comunicado oficial:

"O panfleto é apenas um reflexo dos setores da elite brasileira que estão dispostos a promover uma onda de violência e ódio, com o intuito de desestabilizar o governo e retomar o poder, de onde foram afastados com a vitória petista nas urnas em 2002. 

Para estes setores não há limites, nem sequer bom senso. Recusam-se a aceitar a vontade da população manifestada no processo democrático de eleger seus governantes. 

Deixam-se levar por instintos golpistas, embalados pelo apoio e a conivência da mídia conservadora e anti-democrática. Usam a retórica do combate a corrupção e da necessidade de afastar os que consideram estar destruindo o país, para flertar com a ruptura democrática. Posam de democráticos esquecendo que os governos da ditadura militar também diziam ser.

São os mesmo que cometeram, impunemente, o crime de lesa-pátria com a política de privatizações, na década de 1990." 

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