Às vésperas do ato marcado para domingo, os músicos Roger Moreira e Lobão e o pastor Silas Malafaia gravaram vídeos nos quais pedem participação popular contra o governo federal

A semana tem sido agitada nas redes sociais. Às vésperas dos protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff, marcados para serem realizados no domingo (15) em diversas cidades do Brasil, o assunto é só esse. E personalidades da mídia acostumadas a fazer declarações relacionadas à política no Brasil começam a se mobilizar para convocar a população a fazer das manifestações um grande sucesso de público para ao menos assustar as autoridades.

"Se você não concorda com este governo que está aí, se está com saco cheio de ser enganado, de ser roubado e de ser vilipendiado por um governo que faz o diabo para ficar no poder, no dia 15 de março vamos pra rua", convocou Roger Moreira, líder da banda Ultraje a Rigor, que frequentemente faz críticas ao PT e à esquerda brasileira em seus posts no Twitter. As imagens foram divulgadas pelo Vem Pra Rua, movimento mais moderado entre os grupos organizadores do ato, cuja página no Facebook já foi curtida por quase 300 mil pessoas.

"Vamos mostrar para o mundo que não somos todos assim. A menos que você concorde com o governo ou tenha sido comprado com algum cargo público ou alguma grana pública, daí você fica em casa. A gente se vê no dia 15."

Colunista da revista "Veja" conhecido por suas posições contundentes contra o Partido dos Trabalhadores e aliados do governo, o músico Lobão afirmou em vídeo ao lado do articulista Diogo Mainardi que "cada pessoa será importantíssima [no protesto] e terá papel definidor na história brasileira nos próximos anos”. "Precisamos de pelo menos um milhão de pessoas nas ruas", disse ele.

Veja material vendido para protesto contra Dilma Rousseff:

Líder do ministério Vitória em Cristo, ligado à igreja pentecostal Assembleia de Deus, o pastor Silas Malafaia chamou de "vergonha" a atual situação do País, citando a lista da Operação Lava Jato que isentou a presidente Dilma de envolvimento em desvios na Petrobras. "É dar um atestado de idiota ao povo brasileiro. Queremos justiça! Toda essa quadrilha, seja do executivo, legislativo, faz parte de uma raça que tem de ir para a cadeia", disse ele. "É exercício de cidadania, constitucional, a manifestação do povo."

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