'Panelaço' foi orquestração golpista e fracassou, avalia PT

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Protestos contra Dilma Rousseff foram chamados pelas redes sociais e aconteceram em bairros de cidades pelo País

Os protestos ao som de panelas e buzinas que aconteceram em bairros de diversas capitais do País durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff nesse domingo (8) foram resultado de uma orquestração de viés golpista e fracassou, segundo avaliação do PT.

A informação foi publicada em nota da Agência PT no início desta segunda-feira (9). A avaliação é do secretário nacional de Comunicação do PT, José Américo Dias, e do vice-presidente e coordenador das redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

“Tem circulado clipes eletrônicos sofisticados nas redes, o que indica a presença e o financiamento de partidos de oposição a essa mobilização”, afirma José Américo. “Mas foi um movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores.”

Presidente Dilma Rousseff (PT) faz pronunciamento sobre a crise na noite deste domingo (08)
Reprodução
Presidente Dilma Rousseff (PT) faz pronunciamento sobre a crise na noite deste domingo (08)

Para Cantalice, a movimentação via internet tem origem em setores que pretendem um golpe contra a atual gestão. “Existe uma orquestração com viés golpista que parte principalmente dos setores da burguesia e da classe média alta”, define o vice-presidente.

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Dilma fez primeiro pronunciamento na TV de 2015
A presidente Dilma Rousseff fez seu primeiro pronunciamento em rede nacional de 2015 nesse domingo. Nele, procurou tranquilizar a população em relação à crise econômica que o País atravessa atualmente e defender as medidas adotadas pelo governo para combatê-la.

"Passamos por um problema conjuntural, mas nossos fundamentos continuam sólidos. Nosso povo está protegido naquilo que é mais importante: a capazidade de produzir, de ter sua renda e de proteger sua família. Não comprometeremos as conquisas do povo."

Enquanto a presidente falava em rede nacional, moradores de bairros nobres como o Jardim Paulista, em São Paulo, colocaram as cabeças para fora das janelas de seus apartamentos, bateram panelas, sopraram apitos e gritaram insistentemente "Fora Dilma" ao longo de todos os 15 minutos de discurso.

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