"No Brasil só há dois turnos, não tem terceiro", diz Mercadante após panelaço

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Ministro da Casa Civil disse ainda que é preciso austeridade fiscal para que País possa voltar a crescer e investir

No dia seguinte ao panelaço que ocorreu durante o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Casa-Civil, Aloizio Mercadante, disse em coletiva de imprensa que "a primeira regra do sistema democrático é reconhecer o resultado das urnas."

"No Brasil, só tem dois turnos, não tem terceiro. Na eleição, acaba quando alguém vence, e nós vencemos", afirmou. O ministro disse ainda que os protestos ocorreram em cidades e bairros isolados. "Vimos hoje pela imprensa a manifestação em algumas cidade onde perdemos as eleições, em bairros onde tivemos uma derrota eleitoral significativa."

Pronunciamento:

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O ministro disse ainda que a preocupação do governo é com ambiente ainda radicalizado resultante das eleições. Para ele, neste ambiente não há como dialogar e construir soluções para superar dificuldades conjunturais. "Reconhecemos plenamente o direito de manifestação, mas preocupa que acho que foi uma eleição bastante polarizada, que teve momentos de radicalização, e nós precisamos construir uma cultura de tolerância, diálogo, respeito. É isso que ajuda a construir uma agenda de convergência"

Austeridade fiscal

Mercadante voltou a defender o ajuste fiscal como forma de preparar o País para retomada do crescimento e dos investimentos. "Ajuste fiscal é como ir ao dentista. Ninguém quer, mas tem de ir. Então vamos debater alternativas, propostas", afirmou.

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O ministrou ainda ressaltou que o governo tem feito sua economia que equivale a 80% do ajuste que é necessário. "Os outros 20% dependem do Congresso", disse o ministro que se mostrou confiante na aprovação do pacote que prevê medidas que mexem no acesso dos trabalhadores ao FAT (Fundo de Apoio ao Trabalhador) e ao seguro-desemprego. O pacote enfrente resistência no Congresso, inclusive da bancada petista.

Mercadante minimizou as dificuldades que o Planalto vem enfrentando no Congresso.
"O Congresso sempre quer negociar. Isso é próprio do Parlamento. Eu mesmo já estive lá, mas acredito que fará o seu papel e não faltará agora", afirmou.






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