Ministros farão plantão no Congresso para explicar propostas do governo

Por Luciana Lima - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Ordem é marcar presença junto às bancadas para convencer deputados e senadores a votarem propostas de interesse do Planalto

Mesmo após um café da manhã e um almoço com líderes da base na Câmara e Senado, as divergências em das mudanças no acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários entre outros, o governo não conseguiu sanar todas as divergências relativas ao pacote lançado logo após a posse da presidente Dilma Rousseff.

PMDB apoia ajuste; Levy, Temer e Cunha saem vitoriosos

Blog do Kennedy: Joaquim Levy surge como possível oitavo ministro da nau do PMDB no governo

A estratégia agora é fazer com que os líderes reúnam as bancadas na Câmara e no Senado, para que os ministros responsáveis pelas pastas envolvidas no projeto expliquem o que o governo chama de “correção de distorções” no acesso aos benefícios.

Os quatro ministros, Nelson Barbosa (Planejamento), Manoel Dias (Trabalho), Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) tem ordens expressas da presidente Dilma Rousseff, de repetirem a “aula” explicando aos parlamentares ponto a ponto das propostas do governo e suas motivações.

Além deles, ministros de outras pastas também estão orientados a procederem da mesma forma em votações importantes, tanto de projetos como de vetos.

Veja todos os ministros do novo governo

Dilma posa ao lado dos 39 ministros de Estado. Foto: Roberto Stuckert Filho/Presidência da RepúblicaGilberto Occhi sai do Ministério das Cidades e vai para Integração Nacional. Foto: Bernardo Rebello/ Imprensa Caixa Economica FederalEx-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab será novo Ministro das Cidades. Foto: Alexandra Martins/Câmara dos DeputadosAntônio Carlos Rodrigues (azul) assumirá a pasta de Transportes. Foto: DivulgaçãoNelson Barbosa assumirá Planejamento a partir de 2015. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilManoel Dias, continua no Ministério do Trabalho. Foto: Agencia Brasil/reproduçãoEx-ministro do Lula, Juca Ferreira volta para Ministério da Cultura em novo mandato de Dilma. Foto: Agência BrasilIndicado para Controladoria Geral da União, Valdir Simão foi presidente do INSS e secretário-executivo do Turismo. Foto: DivulgaçãoThomas Traumman foi escolhido como ministro da Comunicação Social. Foto: Agência BrasilJosé Elito Siqueira responderá pelo Gabinete de Segurança Institucional. Foto: DivulgaçãoMinistra Izabela Teixeira permanece a frente do Ministério do Meio Ambiente. Foto: DivulgaçãoCarlos Gabas vai substituir Garibaldi Alves no Ministério da Previdência. Foto: DivulgaçãoHelder Barbalho é o novo ministro da Pesca. Foto: Agencia Brasil/reproduçãoPrimeira negra a chefiar universidade federal, Nilma Lino Gomes assume Secretaria de  de Política de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Agencia Brasil/reproduçãoJaques Wagner será novo ministro da Defesa. Foto: Agência BrasilVinicius Lages continua no comando do Ministério do Turismo. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaKatia Abreu é nova ministra da Agricultura. Foto: Agência BrasilEx-ministro de FHC, Deputado Eliseu Padilha substituirá Moreira Franco na Aviação Civil. Foto: DivulgaçãoSenador Eduardo Braga vira ministro de Minas e Energia. Foto: Ricardo Stuckert/PRDeputado Edinho Araújo foi nomeado novo ministro da Secretaria Nacional de Portos. Foto: Agência CâmaraCid Gomes será novo ministro da Educação. Foto: Agência BrasilDerrotado nas últimas eleições, Armando Monteiro ganhou o Ministério do Desenvolvimento, indústria e Comércio Exterior. Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino George Hilton será novo ministro dos Esportes, no lugar de Aldo Rebelo. Foto:  Aldo Rebelo sai do Ministério dos Esportes para assumir a pasta de Ciência,Tecnologia e Inovação. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABrAlexandre Tombini permaneceu como presidente do Banco Central. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilJoaquim Levy assumirá Fazenda em 2015. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilEx-chefe da SRI, Ricardo Berzoini (PT-SP), passará a comandar o Ministério das Comunicações. Foto: Allan Sampaio/iG Brasília Deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), que comandou o MDA durante o primeiro mandato de Dilma, passará a ocupar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Foto: Agência BrasilMiguel Rossetto foi confirmado na Secretaria Geral da Presidência da República. Foto: Fotos PúblicasDilma anunciou o petista Patrus Ananias (MG) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Foto: Denise MottaArthur Chioro continua no Ministério da Saúde. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom /Arquivo Agência BrasilEmbaixador Mauro Vieira será o ministro das Relações Exteriores. Foto: Wilson Dias/Agência BrasilEleonora Menicucci foi mantida da Secretaria de Políticas para Mulheres pela presidente Dilma Rousseff. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaGuilherme Afif Domingos permanece na Secretaria de Micro e Pequena Empresa. Foto: Divulgação/Assembleia de São PauloNa Esplanada desde 2011, José Eduardo Cardozo permanece no Ministério da Justiça. Foto: Agência BrasilIdeli Salvatti continua na Secretaria de Direitos Humanos. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaTereza Campello permance a frente do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaDilma mantém Aloizio Mercadante como ministro chefe da Casa Civil. Foto: DivulgaçãoMarcelo Neri continua à frente da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Foto: ReproduçãoLuís Inácio Adams fica no comando da AGU no novo governo Dilma. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

Durante o almoço chamado nesta terça-feira (24) pelo ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, os aliados relutaram em aceitar as explicações do governo em diversos pontos e disseram que querem alterar a proposta enviada pelo Planalto.

O PCdoB, por exemplo, não aceita o endurecimento para o acesso ao seguro desemprego. “Essa é uma questão importante para nós”, disse a líder do partido na Câmara, Jandira Feghalli (RJ).

Atualmente, para ter acesso ao seguro desemprego, o trabalhador precisava trabalhar 6 meses. Na proposta do governo, esse prazo passa para 18 meses e, no caso do segundo emprego, para 12 meses. Para os demais casos, prevalece o prazo de 6 meses.

O governo argumenta que esta medida tem o objetivo de diminuir as despesas do governo com quem está entrando no mercado de trabalho, que corresponde, atualmente, a 74% dos que solicitam o benefício atualmente. Os partidos aliados, no entanto, não aceitam esta argumentação.

Leia tudo sobre: ministrosplantãogovernocongressocâmarasenado

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas