Ordem é marcar presença junto às bancadas para convencer deputados e senadores a votarem propostas de interesse do Planalto

Mesmo após um café da manhã e um almoço com líderes da base na Câmara e Senado, as divergências em das mudanças no acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários entre outros, o governo não conseguiu sanar todas as divergências relativas ao pacote lançado logo após a posse da presidente Dilma Rousseff.

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A estratégia agora é fazer com que os líderes reúnam as bancadas na Câmara e no Senado, para que os ministros responsáveis pelas pastas envolvidas no projeto expliquem o que o governo chama de “correção de distorções” no acesso aos benefícios.

Os quatro ministros, Nelson Barbosa (Planejamento), Manoel Dias (Trabalho), Carlos Eduardo Gabas (Previdência) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) tem ordens expressas da presidente Dilma Rousseff, de repetirem a “aula” explicando aos parlamentares ponto a ponto das propostas do governo e suas motivações.

Além deles, ministros de outras pastas também estão orientados a procederem da mesma forma em votações importantes, tanto de projetos como de vetos.

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Durante o almoço chamado nesta terça-feira (24) pelo ministro de Relações Institucionais, Pepe Vargas, os aliados relutaram em aceitar as explicações do governo em diversos pontos e disseram que querem alterar a proposta enviada pelo Planalto.

O PCdoB, por exemplo, não aceita o endurecimento para o acesso ao seguro desemprego. “Essa é uma questão importante para nós”, disse a líder do partido na Câmara, Jandira Feghalli (RJ).

Atualmente, para ter acesso ao seguro desemprego, o trabalhador precisava trabalhar 6 meses. Na proposta do governo, esse prazo passa para 18 meses e, no caso do segundo emprego, para 12 meses. Para os demais casos, prevalece o prazo de 6 meses.

O governo argumenta que esta medida tem o objetivo de diminuir as despesas do governo com quem está entrando no mercado de trabalho, que corresponde, atualmente, a 74% dos que solicitam o benefício atualmente. Os partidos aliados, no entanto, não aceitam esta argumentação.

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