Suplicy propõe diálogo com MPL e black blocs em posse como secretário

Por David Shalom - iG São Paulo | - Atualizada às

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Ex-senador assumiu secretaria municipal de direitos humanos de São Paulo em solenidade realizada na Prefeitura paulistana

Ovacionado e aplaudido de pé por militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), colegas e parentes ao ser empossado como novo secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Eduardo Suplicy afirmou que o diálogo será a principal marca de sua gestão. A posse do ex-senador ocorreu nesta segunda-feira (2), no hall principal da Prefeitura, na região central da cidade. 

Ex-senador após discurso na Prefeitura, nesta segunda-feira:
Fotos Públicas
Ex-senador após discurso na Prefeitura, nesta segunda-feira: "Viva São Paulo! Viva o Brasil!"

"Convoco desde já para conversas os movimentos de moradia, o Passe Livre (MPL), os black blocs, os LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Estou de portas abertas para negociações", afirmou Suplicy, empossado no mesmo dia em que Alexandre Padilha assumiu a pasta de Relações Governamentais do município. "Todos têm o direito de conversar e quero colaborar para o maior entendimento possível entre as partes."

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Suplicy assume a secretaria em meio ao acirramento de campanhas pela não-violência em manifestações. Desde o início do ano, o Movimento Passe Livre vem realizando protestos semanais exigindo a revogação do aumento da tarifa de transporte público em São Paulo, em vigor desde o dia 6 de janeiro. No entanto, ainda não houve nenhum ato em 2015 que não terminasse em conflito entre militantes e policiais militares, característica que leva as passeatas a sempre terem um clima pesado entre os envolvidos. 

"Acho que tem havido por vezes alguns excessos [nos atos]", avaliou Suplicy, garantindo disposição para marcar presença nas manifestações "desde que haja espaço para dialogar". "Há inúmeras reivindicações dos movimentos sociais. Mas é preciso que eles tenham consciência de que nem sempre suas exigências são possíveis."

O ex-senador substituí Rogério Sottili no cargo.

“No que eu puder colaborar para a reflexão de Marta, ela sabe que pode contar comigo para conversar. A decisão de continuar no PT ou não é dela. A minha é de continuar no partido”
Eduardo Suplicy, secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, sobre a possibilidade de a ex-mulher, Marta Suplicy, deixar o PT em meio a críticas ao partido e ao governo federal

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