Deputados formam três blocos e se preparam para escolher presidente

Por Agência Câmara | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Com o encerramento do prazo de inscrições de blocos, cinco partidos permaneceram isolados: PDT (20), Psol (5), PTC (2), PSL (1) e PTdoB (1)

Agência Câmara

Três blocos partidários foram criados na Câmara dos Deputados antes da eleição para a Presidência da Casa. O maior deles, formado por 218 parlamentares, é composto por 14 partidos: PMDB (65), PP (38), PTB (25), DEM (21), PRB (21), SD (15), PSC (13), PHS (5), PTN (4), PMN (3), PRP (3), PEN (2), PSDC (2) e PRTB (1). Esses partidos apoiam o candidato do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), à Presidência.

O segundo maior bloco, formado por 160 deputados, é integrado por PT (69), PSD (36), PR (34), Pros (11) e PCdoB (10), que apoiam a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Por fim, PSDB (54), PSB (34), PPS (10) e PV (8) integram um bloco de 106 deputados e apoiam o candidato Júlio Delgado (PSB-MG).

Com o encerramento do prazo de inscrições de blocos, cinco partidos permaneceram isolados: PDT (20), Psol (5), PTC (2), PSL (1) e PTdoB (1).

A eleição da Mesa Diretora, que é composta pela Presidência, duas vice-presidências, quatro secretarias e igual número de suplências, está marcada para as 18 horas.

LEIA MAIS: PT será o fiel da balança em disputa entre candidatos do PMDB

Divisão dos cargos respeita tamanho das bancadas

Na divisão dos cargos da Mesa Diretora, de acordo com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados (RICD), é respeitada a proporcionalidade partidária, ou seja, o partido ou bloco parlamentar com o maior número de deputados eleitos tem direito a escolher o cargo mais desejado pela legenda.

No entanto, também são permitidas candidaturas avulsas de qualquer deputado para os cargos da Mesa que couberem a seu partido ou bloco. Elas são equiparadas às oficiais e devem ser comunicadas por escrito ao presidente da Câmara.

Além disso, a Minoria (maior partido ou bloco em oposição ao posicionamento da Maioria em relação ao Executivo) tem uma vaga garantida.

Apenas a disputa pela Presidência da Câmara não segue essa regra. O secretário-geral da Mesa, Mozart Vianna, lembra que na prática qualquer partido pode lançar candidato à Presidência da Casa. "Posso citar o exemplo da eleição do presidente Severino Cavalcanti [em 2005]. A vaga era do PT, que lançou dois candidatos, e eles não obtiveram a maioria dos votos na primeira votação. No segundo turno, o deputado Severino, de outro partido que não era majoritário [PP], se elegeu", afirma.

A distribuição dos outros cargos ainda pode resultar de acordo entre líderes, como exemplifica Mozart Vianna, novamente se referindo à eleição de 2005, quando o PT acabou ficando sem nenhum representante na Mesa. “Na disputa que conduziu o deputado Severino Cavalcanti à Presidência da Casa em 2005, duas das vagas na Mesa Diretora caberiam ao PT (maior partido na época). O PT cedeu uma de suas vagas a outro partido, confiante de que ganharia a disputa presidencial.”


Leia tudo sobre: possecâmaradeputadosbloco parlamentar

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas