Ministro tentou minimizar antagonismos entre os ministros. Assunto deve ser tratado por Dilma na reunião ministerial

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, minimizou as divergências existentes entre a ministra da Agricultura Kátia Abreu, e o ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias e disse que os dois ministros tem a Constituição a cumprir.

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Em café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto, Rossetto disse que nenhum dos dois ministros mostrou posição contrária ao cumprimento da lei, embora tivessem declarado posições antagônicas em relação ao tratamento a ser dados aos grandes e pequenos produtores.

“Nem a ministra Kátia manifestou posição contrária à exigência de função social da grande propriedade, nem o ministro Patrus mostrou posição contrária ao direito à propriedade. Os ministros respondem a uma Constituição. Esta constituição fala da exigência de uma função social, claramente. Isto é assim desde 1988. Cabe à autoridade política cumprir e é isso que estamos fazemos”, disse Rossetto.

As cerimônias de transmissão de posse nas duas pastas tornaram explícitos os antagonismos de pensamentos entre Patrus e Kátia. Dilma terá a função de ponderar os diferentes posicionamentos ditando a posição do governo. Isso deve ocorrer na primeira reunião ministerial marcada para o próximo dia 27 de janeiro.

Para Rossetto, que tem a função de estabelecer a relação do governo com os movimentos sociais, Dilma já deu o tom do governo ao longo do primeiro mandato. “A presidente Dilma já deu este tom no primeiro mandato. A reforma agrária faz parte do programa de governo. A preocupação da presidenta é com uma reforma agrária cada vez mais sustentável e qualificada. Esta é uma posição de governo, por isso os programas em andamento. que busquem fazer das áreas reformas, áreas com qualidade social”, disse o ministro.

Já o MST critica a política de Dilma para o campo e acusa seu governo de frear o ritmo dos assentamentos.


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