Renan Filho assume Alagoas prometendo equilíbrio fiscal e priorizar educação

Por Agência Brasil |

compartilhe

Tamanho do texto

A violência foi outro problema lembrado pelo governador, que falou também sobre dívidas do Estado, mas declarou otimismo ao lembrar do apoio do governo federal para mandato

Agência Brasil

Priorizar a educação e equilibrar o orçamento do estado, foi o que prometeu o governador Renan Filho ao tomar posse nesta quinta-feira (1º) do governo de Alagoas. Ele discursou destacando que o estado precisará equilibrar o orçamento, o que exigirá cortar cargos comissionados, reduzir secretarias e diminuir a folha de pagamento.

Renan Filho assume governo de Alagoas (01.01.15)
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Renan Filho assume governo de Alagoas (01.01.15)

Renan Filho disse ainda que apostará na educação para promover o desenvolvimento do estado. "Considero a educação o impulso e a alavanca para o desenvolvimento social do estado. Nossa meta é fazer uma revolução na educação de Alagoas. A Escola será o principal equipamento público desse estado".

O novo governador destacou ainda que a balança comercial do estado caiu de R$ 920 milhões, em 2011, para R$ 5 milhões até novembro de 2014, e que o endividamento em relação ao Produto Interno Bruto é um dos piores do país. "Teremos que fazer mais com menos", disse. Ele acredita que as transferências do governo federal para os estados poderão ser reduzidas em 2015.

A violência no estado foi outro problema lembrado pelo governador durante a sua fala. "Maceió se transformou em uma das capitais mais violentas do mundo. Aqui, morre-se de graça e mata-se a qualquer pretexto". Segundo Renan Filho, além de ter uma taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes mais que duas vezes maior que o Brasil, com 64,6 contra 29 para cada 100 mil.

No discurso enumerou, também, as dificuldades que encontrará no governo do estado, mas declarou otimismo por contar com o apoio do governo federal e da bancada alagoana em Brasília. Na avaliação do governador, Alagoas é o estado que menos investe em saúde no Brasil, registra a pior nota no Índice Nacional de Educação Básica (Ideb) e o maior índice de analfabetismo (21,6%).

"Este é o cenário da nossa Alagoas de hoje. Uma terra tão querida, tão formosa, plena de riqueza natural e humana, e tão promissora, mas que é cenário de dificuldade e dor, iniquidade e injustiça social. Muitos alagoanos ainda vivem no século passado", disse.

Com 52,16% dos votos válidos, ele derrotou Biu Benedito de Lira (PP), que teve 33,91%. Julio César da Silva (PSDB) ficou em terceiro lugar, com 7,92%, e Mário Agra (PSOL), em quarto, com 4,73%.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas