Em seu discurso de posse, governador tucano não citou a grave crise hídrica vivida por todo o Estado de São Paulo

Notório opositor do PSDB em São Paulo e no Brasil, o PT representou a maior ausência na posse do governador tucano Geraldo Alckmin na manhã desta quinta-feira (1º), na Assembleia Legislativa, na zona sul da capital paulista. 

Também ausente, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, foi representado pelo secretário de Governo Municipal, Chico Macena.

Além dele, só havia dois outros petistas presentes: Enio Tatto, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e Marco Aurélio Souza, deputado estadual. A bancada do PT na Assembleia Legislativa tem 22 parlamentares.  

Apesar da ausência, Haddad tem mantido uma relação de convívio pacifico com o governador. Os dois têm combinado ações conjuntas, como no anunciado aumento das tarifas dos trens, metrô e ônibus na capital. O prefeito deve acompanhar na tarde desta quinta a posse da presidente reeleita, Dilma Rousseff (PT), em Brasília. 

Veja fotos das posses dos governadores pelo Brasil: 


Nada de crise hídrica 

Em seu discurso durante a cerimônia de posse, Alckmin defendeu o histórico de 20 anos dos tucanos à frente do governo paulista.  Ele atribuiu ao seu partido a ‘impecável situação fiscal’ de São Paulo, que teria permitido que o Estado investisse a cifra de R$ 74 bilhões.

Mais: Alckmin toma posse de seu quarto mandato no governo de São Paulo

Alckmin não tocou em seu discurso da grave crise de falta de água que afeta todo o Estado. O único tema delicado citado por ele foi a questão da segurança. O tucano exaltou a queda do número de homicídios em São Paulo. 

Tomando posse de seu quarto mandato, Alckmin encerrou seu discurso citando o seu padrinho político, o ex-governador paulista Mario Covas, dizendo que ‘São Paulo nunca vai virar as costas para o Brasil’. 

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