Flávio Dino assume governo do Maranhão com novas secretarias e benefícios

Por Agência Brasil |

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Governador vai enviar para apreciação dos deputados estaduais a criação do Programa Mais Bolsa Família e Escola

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Flávio Dino
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O novo governador do Maranhão, Flávio Dino, tomou posse na tarde desta quinta (1º) anunciando a criação de duas novas secretarias de governo e o envio à Assembleia Legislativa de dois projetos de lei. Ao discursar, na Assembleia Legislativa, ele disse que o estado tem a chance de superar o passado e inaugurar práticas verdadeiramente republicanas.

Um dos projetos de lei que serão enviados para apreciação dos deputados estaduais prevê a criação do Programa Mais Bolsa Família e Escola. Se aprovada, a proposta beneficiará  estudantes da rede pública de ensino com recursos para a compra de material escolar, no início de cada ano letivo. “Pais e mães do Maranhão terão a garantia de recursos básicos para comprar material escolar para seus filhos. Não haverá mais crianças indo descalças para a escola. Todos terão mochila repleta de material escolar”.

O outro projeto de lei estabelece regras a serem observadas pelas equipes de governo ao fim de cada gestão, durante o período de transição. “São regras claras para que as equipes de novos governos possam se apropriar das informações e dados necessários para o exercício do futuro mandato, porque não quero que ninguém mais sofra as dificuldades que nossa equipe sofreu na fase de transição”.

Criadas por meio de medida provisória, as duas novas secretarias de governo ficarão responsáveis por apoiar a agricultura familiar e, no caso da Secretaria de Transparência e Controle, fiscalizar o uso do dinheiro público. "Acredito que usando o dinheiro público com honestidade é possível fazer muita coisa boa. Não permitiremos que a corrupção continue roubando o futuro do estado", disse Dino, e garantiu que nenhum novo cargo público será criado, pois os servidores concursados ou cargos extintos em secretarias extraordinárias serão remanejados de outros órgãos de governo.

Primeiro e único candidato da história do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) a governar uma das unidades federativas do país, Dino foi eleito no primeiro turno, superando o candidato Lobão Filho (PMDB), que contou com apoio da família Sarney, que há décadas governa o estado.

Veja imagens da posse dos governadores:

Governador eleito no Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão assume seu mandato
. Foto: Bruno de Lima / Agência O DiaRui Costa, novo governador da Bahia, pretende dialogar com diferentes religiões para combater o consumo de drogas entre os jovens. Foto: Mateus Pereira/GOVBAJackson Barreto toma posse como governador de Sergipe. Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilGeraldo Alckmin alfinetou o PT no discurso de posse de seus secretários . Foto: DivulgaçãoRodrigo Rollemberg, governador eleito do DF, no dia em que anunciou os nomes dos futuros secretários. Foto: Elza Fiuza/Agência BrasilGovernador reeleito do Acre, Tião Viana (PT), lê seu juramento durante a cerimônia de posse na Assembleia Legislativa do Acre. Foto: Fotos PúblicasFernando Pimentel toma posse como governador de Minas Gerais na Assembleia Legislativa. Foto: Fotos Públicas

Dino se comprometeu a governar o estado de acordo com os interesse da população, sem fazer distinções entre parlamentares ou prefeitos que o apoiem e os da oposição, e disse esperar o mesmo “comportamento republicano” dos parlamentares.

“Não haverá distinção entre deputados da base do governo e da oposição ao analisarmos projetos de interesse do povo. Vamos olhar apenas para a pertinência, para a viabilidade financeira, a adequação constitucional e, acima de tudo, para os benefícios que possam ser aferidos com a aprovação da medida”, declarou Dino.

Visivelmente emocionado, o governador deixou de lado o discurso escrito previamente, em alguns momentos, e falou de improviso. Parte dos mais de 20 minutos de discurso foram dedicados a propagar a chegada de “uma nova era” para o Maranhão.

“Uma era na qual os empresários investem e se estabelecem por seus méritos, e nada lhes é cobrado além do previsto em lei. Uma era em que o acesso aos serviços públicos essenciais seja progressivamente universalizado, e não um privilégio de poucos. Uma era de direitos, em substituição à era de favores e de uso da máquina pública como instrumento de cooptação”, comentou, prometendo fazer o governo com a maior participação popular da história do estado.

 

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