Ao discursar para a população, presidente reeleita inaugurou o bordão "de pé e com fé" e prometeu a continuidade das políticas implantadas pelos governos petistas

Em discurso no parlatório do Palácio do Planalto, a presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) disse que fará reformas na economia, mas que isso não afetará os direitos já conquistados. A cerimônia de posse começou por volta das 15 horas, em Brasília, com o desfile presidencial em carro aberto na Esplanada dos Ministérios. 

1º discurso:  Dilma pede paciência e propõe pacto nacional contra corrupção 

“Assumo aqui com vocês o meu compromisso de inaugurar uma nova etapa de mudança sociais no Brasil. Digo vamos fazer sim ajustes na economia, mas sem revogar direitos já conquistados”, disse Dilma, que inaugurou um bordão diante da população que aguardava o discurso de pé, na Praça dos Três Poderes, debaixo do sol escaldante.

Veja imagens da cerimônia de posse em Brasília:

“De pé e com fé”, repetiu Dilma. “Fui reeleita para continuar mudando o Brasil e fazer mudanças que vocês desejam”, disse a presidente, que prometeu fazer a reforma política e propor mudanças na Constituição para que o governo federal possa desenvolver políticas voltadas para a questão da segurança pública.

"Assumo meu segundo mandato com mais esperança que assumi o primeiro, com a certeza que estamos juntos, com a dignidadede, de pé e com a fé que temos no povo deste País”, disse Dilma.

“De pé e com fé, vamos juntos fazer a reforma política que o Brasil precisa”, disse a presidente. "De pé e com fé, vamos mudar a Constituição para permitir que o governo federal assuma responsabilidade para melhorar a segurança pública. De pé e com fé, vamos melhorar a nossa saúde”, disse Dilma.

“De pé e com fé, vamos continuar apostando na geração de cada vez mais empregos. De pé e com fé, vamos continuar o Minha Casa, Minha Vida”, prometeu a presidente.

Desfile em carro aberto e falta de público 

A cerimônia de posse começou, por volta das 15h, com Dilma embarcando do Rolls-Royce presidencial para desfile em carro aberto na Esplanada. Ela foi acompanhada pela filha Paula Rousseff. Após dez minutos de cortejo, a presidente chegou a Câmara dos Deputados e foi recebida por Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, e Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela também foi recebida pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB) e sua esposa, Marcela Temer.

Em sessão solene aberta pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros, a presidente e o vice prestaram o compromisso constitucional perante o Congresso e assinaram o Termo de Posse. Após a execução do Hino Nacional, Dilma discursou pela primeira vez no segundo mandato. Ao ser chamada para falar, ela quebrou o protocolo e dispensou o púlpito da Câmara. "Não é necessário", disse. 

Ao chegar ao Congresso, Dilma também foi recebida por outros congressistas como o senador Eduardo Braga, líder do governo do Senado, que será o próximo ministro de Minas e Energia e por deputados federais como Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara e candidato à presidência da Casa. 

A cerimônia de posse ficou marcada pela falta de público e falta de comoção popular na Esplanada dos Ministérios. O Partido dos Trabalhadores (PT) acreditava que cerca de 30 mil pessoas acompanhariam a cerimônia de posse da presidente Dilma, número semelhante ao de presentes em 2010.

A maioria dos presentes que estão na Esplanada dos Ministérios são militantes do PT, do PMDB e das Centrais Sindicais como Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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