Salário é de R$ 7,4 mil por mês, em média; medida permitiria acomodar novo titular do Saneamento sem renúncia do atual
Controlado pelo governo Alckmin (PSDB), o Conselho de Administração da Sabesp – órgão máximo da companhia – propôs a inclusão de mais um integrante, dois meses após a última ampliação.
Cada conselheiro custa, em média, R$ 9,6 mil por mês aos cofres da empresa, segundo as previsões da companhia para 2014. Só o salário de cada um – descontados bônus e outros benefícios – é de R$ 7,4 mil, em média.
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Caso a proposta seja aprovada, o número de conselheiros pode subir dos atuais 10 para 11 (eram 9 até outubro). Isso ocorrerá se o futuro secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, ocupar a presidência do Conselho – como propôs a Sabesp – sem que o atual titular desses dois cargos, Mauro Arce, deixe o órgão.
É uma prática do governo paulista colocar o secretário de Saneamento na presidência do Conselho de Administração da Sabesp. Mas Arce tem mandato até abril de 2016 e o fato de deixar a presidência não significa, necessariamente, que ele vá abandonar a vaga.
Procurado por meio da secretaria de Saneamento, Arce não informou se permanecerá no conselho. Braga também não foi localizado.
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Por meio de sua assessoria de imprensa, a Sabesp informou que a indicação do 11º conselheiro decorre do fato de Braga ser o novo secretário de Saneamento e atual presidente do Conselho Mundial da Água. Em nota, a companhia argumentou ainda que seu estatuto lhe permite ter até 15 conselheiros.
Para que a ampliação se concretize, a proposta precisa ser aprovada na assembleia extraordinária convocada pelo Conselho para 29 de janeiro. O governo Alckmin tem maioria formal no órgão.
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Última ampliação foi em outubro
Caso seja aprovada em janeiro, a ampliação será a segunda feita pelo conselho da Sabesp em três meses. Em outubro, a pedido do governo Alckmin, o número de conselheiros subiu de 9 para 10 para que o tucano pudesse acomodar um aliado político.
O escolhido, na ocasião, foi Sidnei Franco da Rocha que, como o iG mostrou, foi acusado de improbidade administrativa envolvendo fraudes em licitações ocorridas durante a sua gestão à frente da Prefeitura de Franca, no interior do Estado. À época, seus advogados ressaltaram não haver condenação.
Rocha foi o responsável por recuperar para o PSDB o comando da cidade, que tem 340 mil habitantes e é um dos principais pólos industriais do Estado e era governada pelo PT. O ex-prefeito ganhou as eleições de 2004 e 2008 e ainda fez seu sucessor, também tucano, em 2012.
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