Sociólogo defende mudanças no atual modelo da Lei Ruanet

Sociólogo Juca Ferreira será novo ministro da Cultura
Vicente Seda/iG
Sociólogo Juca Ferreira será novo ministro da Cultura



A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta terça-feira (30) o nome do sociólogo Juca Ferreira para conduzir o Ministério da Cultura. Juca volta à pasta depois de tê-la conduzido no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, substituindo Gilberto Gil. Ele foi substituido por Marta Suplicy durante o primeiro mandato de Dilma.

 Filiado ao PT, o baiano Juca Ferreira, atualmente, é secretário municipal de Cultura de São Paulo. Seu nome concorreu com o escritor Fernando Morais.

Juca comandou o MinC entre 2008 e 2011 e elaborou uma marca da pasta, o vale-cultura. Pouco articulado com o mercado, Juca protagonizou críticas à Lei Rouanet, instrumento de arrecadação de recursos para projetos culturais. 

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Com o anúncio de Juca Ferreira, Dilma definiu 25 pastas, mas ainda restam 14 ministérios a serem confirmados pela presidente. Os novos nomes devem ser conhecidos amanhã (31) e tomarão posse no dia 1º de janeiro.

Dilma já confirmou o ex-senador Antônio Carlos Rodrigues (PR-SP) como novo ministro dos Transportes. O atual ministro das Cidades, Gilberto Occhi (PP) passará a responder pelo Ministério da Integração Nacional, pasta que era disputada pelo PMDB. Dilma ainda anunciou o petista Patrus Ananias (MG) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O atual ministro do MDA, Miguel Rossetto foi confirmado na Secretaria Geral da Presidência da República. O deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), que comandou o MDA durante o primeiro mandato de Dilma, passará a ocupar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI).

O chefe da SRI, Ricardo Berzoini (PT-SP), passará a comandar o Ministério das Comunicações e Carlos Eduardo Gabas (PT-SP), atual secretário executivo do Ministério da Previdência, passará a responder pela pasta.

Os primeiros oficializados formam a nova equipe econômica. Dilma escolheu para o Ministério da Fazenda, o economista Joaquim Levy, para o Planejamento, Nelson Machado, manteve no comando do Banco Central, Alexandre Tombini.

A presidente transferiu o atual ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) para a pasta de Ciência,Tecnologia e Inovação. No lugar de Aldo, Dilma anunciou o nome do mineiro George Hilton (PRB).

Para o Desenvolvimento, a presidente confirmou o nome do senador Armando Monteiro (PTB-PE). A pasta da Educação, Dilma deu para o atual governador do Ceará, Cid Gomes, aliado importante no Nordeste durante a campanha.

A Secretaria dos Portes será comandada pelo peemedebista Edinho Araújo (SP). O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) também foi confirmado como novo ministro de Minas e Energia. O deputado federal Eliseu Padilha será o responsável pela Secretaria de Aviação Civil (SAC).

O PMDB também comandará a Secretaria de Aquicultura e Pesca, que será gerida pelo peemedebista Helder Barbalho. O PMDB também continuará a frente da Agricultura, com a senadora Kátia Abreu (TO). O maior partido aliado também ficará no comando do Ministério do Turismo, Vinicius Lages (AL).

O governador da Bahia, Jaques Wagner comandará o Ministério da Defesa. Dilma ainda trocou o comando da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), que será gerida por Nilma Lino Gomes. Com a saída de Jorge Hage da Controladora Geral da União, Dilma indicou para o cargo Valdir Simão.

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