Mais da metade dos brasileiros aprovam maneira de governar da presidente Dilma

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ao todo, 52% dos entrevistas aprovam o governo atual; o percentual dos que desaprovam baixou de 46% para 41%

Reeleita para mais quatro anos na Presidência da República, com 51,64% em outubro, a presidente Dilma Rousseff (PT) encerra o primeiro mandato com 52% de aprovação, segundo segundo pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quarta-feira (17).

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De acordo com o levantamento, o número de pessoas que aprova a maneira de governar da presidente subiu quatro pontos percentuais e passou de 48% em setembro para 52% neste mês, enquanto que o percentual dos que desaprovam baixou de 46% para 41%. A pesquisa indicou ainda que 48% dos entrevistados consideram o governo bom ou ótimo, crescimento de dois pontos percentuais em relação a aferiação anterior. O número de entrevistados que acham o governo ruim ou péssimo baixou de 28% para 27%. 

O primeiro mandato da presidente termina em meio a denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, o PT e partidos da base aliada e enfrenta até mesmo pedidos de impeachment nas ruas. Apesar do turbilhão, a pesquisa indicou que 51% dos entrevistados confiam na presidente. O percentual é seis pontos maior que os 45% registrados em setembro. A confiança em Dilma Rousseff aumentou principalmente entre as pessoas que moram na periferia, onde alcançou 56%. Nas capitais, mesmo com o crescimento de oito pontos percentuais frente a setembro, o número dos que confiam na presidente, que é de 45%, é inferior aos 48% que não confiam.

A pesquisa revela ainda que a avaliação positiva do governo melhorou sobretudo na região Sudeste, onde o número dos que consideram o governo ótimo ou bom cresceu oito pontos percentuais entre setembro e dezembro. Na região, a presidente obteve 43,82% dos votos no segundo turno das eleições de outubro contra 56,18% do seu adversário, o tucano Aéco Neves. 

A aprovação da maneira de governar da presidente recuou 13 pontos percentuais nos municípios com até 20 mil habitantes e ficou em 56%. Nas cidades com mais de cem mil habitantes, esse número aumentou 8 pontos percentuais e alcançou 45%.

Áreas de atuação

Os impostos, saúde, segurança pública, combate à inflação e juros têm as piores avaliações por áreas. De acordo com a pesquisa, 71% do entrevistados desaprovam a atuação do governo na área de saúde, o mesmo percentual dos que reprovam o trabalho na área de segurança pública. Além disso, 69% desaprovam a atuação no combate à inflação.

A área de impostos tem aprovação de apenas 24% da população e continua sendo a área de pior avaliação, apesar do ganho de quatro pontos percentuais em relação ao levantamento de setembro. Entre os entrevistados 72% reprovam a atuação do governo com os impostos.

Pontos negativos e posivitos

Os entrevistados consideram o combate à fome e à pobreza como o principal aspecto positivo do primeiro mandato. A área foi citada por 24% dos entrevistados", segundo o levantamento. Em segundo lugar, com 17%, aparecem os investimentos em programas sociais. Depois, com 15%, a população elegeu o investimento na área de educação.

Entre os aspectos negativos, destaca-se o item poucos investimentos na área da saúde, citado, espontaneamente, por 30% dos entrevistados. Em seguida, com 26%, aparece o não combate à corrupção, e, com 21%, o baixo investimento em segurança pública.

A pesquisa CNI-Ibope de dezembro foi feita entre 5 e 8 de dezembro com 2.002 pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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