Maia muda texto da CPMI da Petrobras e pede indiciamento de Paulo Roberto Costa

Por iG São Paulo * | - Atualizada às

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Relator pediu também o afastamento da presidente da Petrobras, Graça Foster, e admitiu prejuízo com Pasadena; novo relatório precisa ser aprovado pela comissão

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), apresenta, nesta quarta-feira (17), uma complementação de voto pedindo de indiciamento do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e outras 51 pessoas. Maia também constatou, nesta nova versão do relatório US$ 561,5 milhões na compra da refinaria de Pasadena.

Na semana passada, Maia apresentou relatório da CPMI, sem pedir indiciamento de nenhum envolvido. O novo relatório ainda precisa ser aprovado pela comissão. 

Relatório da CPI mista da Petrobras não pede indiciamento de ninguém

“Pedi um parecer de um jurista renomado, com experiência na área, para dar a segurança necessária para afirmar o que havíamos expressado”, disse Maia, ao reclamar do que, segundo ele, foi uma má interpretação da imprensa de seu texto inicial.

O relator também mudou seu texto para retirar o pedido para aprofundar as investigações de três empresas (Hope Recursos Humanos, Gandra Brokerage e Clyde Union Imbill).

Afastamento da diretoria

Antes do início da reunião da CPMI em que será votado seu relatório final, Maia pediu o afastamento da presidente da estatal, Graça Foster, em conversa com jornalistas. “Defendo o afastamento da diretoria [da Petrobras], inclusive da presidente Graça Foster”, afirmou.

A comissão aprovou, o encaminhamento dos documentos produzidos nas investigações do Legislativo ao Ministério Público e à Justiça Federal.

Prejuízo com Pasadena

Maia também fez modificação em seu relatório sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo a versão apresentada agora, houve um prejuízo potencial de US$ 561,5 milhões no negócio. “Estamos mudando o relatório e admitindo no relatório um prejuízo aos cofres da Petrobras no negócio de Pasadena”, afirmou Maia.

A mudança, segundo Maia, foi feita depois de a comissão ter obtido, na noite de terça-feira (16), um relatório de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontava prejuízo na aquisição da refinaria. No último domingo, o ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, afirmou em entrevista que o órgão encontrou irregularidades no negócio.

No texto, Maia contestou o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU) que identificou um prejuízo de US$ 792 milhões compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Segundo o relator à época, a decisão, tomada em julho, precisava ser reavaliada. A justificativa foi que o acórdão foi “baseado em cenário que deixou de considerar fatores importantes que justificam o negócio”.

Pedido de suspensão


O líder do PT no Senado, senador Humberto Costa (PE), chegou a pedir a suspensão da reunião da CPMI por causa de uma votação no Senado. O vice-presidente da comissão, senador Gim (PTB-DF), disse que não precisaria suspender o debate porque a votação era extraordinária.


* Com informações da Agência Câmara

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