Governo declara total apoio à permanência de Graça Foster na Petrobras

Por Luciana Lima , iG Brasília | - Atualizada às

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As declarações de Berzoini rebateram a defesa da saída da presidente da Petrobras do cargo, feita pelo petista Marco Maia, relator da CPI que investiga a estatal

Após as avaliações feitas pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, deputado Marco Maia (PT-RS), defendendo a saída presidente da Petrobras, Graça Foster, do cargo, o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, declarou que o governo tem “inteira confiança” na gestão de Foster e da atual diretoria da estatal. Berzoini classificou as declarações do deputado como uma “análise política” e não um “juízo” em relação a seu relatório.

Allan Sampaio/iG Brasília
O ministro das Secretaria de Relações Institucionais: "governo tem inteira confiança na gestão"

“Quero manifestar, em nome do governo, sobre a total confiança na gestão da presidente Graça Foster e sua diretoria”, disse o ministro. “Entendemos que o enfrentamento dos assuntos da Petrobras foi conduzido com zelo, com firmeza e com determinação pela presidenta e pela diretoria e que este é o caminho para enfrenar as dificuldades e enfrentar a necessidade de encontrar o caminho correto para a Petrobras”, declarou.

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Reuters
Foster tem de enfrentar desafio de se manter no cargo e reforçar governança na estatal

Foster confirmou nesta quarta-feira (17) que colocou seu cargo e de toda diretoria à disposição da presidente Dilma Rousseff.

Berzoini rejeitou a ideia de que as sucessivas declarações de ministros em favor da permanência da direção da estatal indiquem que o governo esteja preocupado com a fragilidade da atual presidente e dos atuais diretores.

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“É apenas para deixar claro a posição nossa em relação ao comportamento extremamente profissional que a Graça Foster vem mantendo a frente da empresa”, disse o ministro. “Quando há qualquer tipo de manifestação, de quem quer que seja, em relação a isso, o governo sente a necessidade de deixar clara a sua posição, para evitar especulação em relação a maior empresa brasileira, que tem uma importância estratégica, fundamental para o futuro do país”, justificou.

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