MP denuncia Petrobras e Andrade Gutierrez por superfaturamento de obras no RJ

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MP pediu bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos bancários e fiscais de Gabrielli e do ex-diretor de serviços da estatal, Renato Duque

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O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou à Justiça a Petrobras e a empreiteira Andrade Gutierrez por suspeita de superfaturamento nas obras de ampliação do centro de pesquisas da estatal (Cenpes) e de implantação do centro integrado de processamento de dados (CIPD), que pode chegar a 32 milhões de reais.

As obras foram realizadas entre os anos de 2005 e 2010, ainda na gestão do então presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que também foi denunciado.

O MP fluminense pediu o bloqueio dos bens e a quebra dos sigilos bancários e fiscais de Gabrielli, do ex-diretor de serviços da estatal Renato Duque, que já esteve preso na Polícia Federal de Curitiba por conta das investigações da operação Lava Jato.

Também alvo da Lava Jato, o ex-gerente-executivo da diretoria de serviços da Petrobras Pedro Barusco também está entre os denunciados pelo MPRJ, que incluiu outros gerentes e funcionários à época dos centros, localizados no Rio de Janeiro. Todos foram denunciados pelo crime de improbidade administrativa.

A empreiteira Andrade Gutierrez é suspeita de praticar sobrepreço nos contratos de execução das obras e a contratação da construção também é colocada sob suspeita.

A empresa informou, por meio de nota, que ainda não foi notificada pelo MP e, portanto, não tem como comentar a ação civil, mas negou qualquer irregularidade.

"A Andrade Gutierrez afirma, porém, que está à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários, reitera que todos os contratos da empresa com a Petrobras foram realizados dentro dos processos legais de contratação e nega qualquer irregularidade."

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em 2009 teria sido o ponto de partida da denuncia do MP do Rio de Janeiro.

A estatal, que já foi a maior empresa do país em valor de mercado, está no centro de um escândalo de corrupção depois que investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, indicaram a cobrança de propina em contratos da empresa, envolvendo executivos das maiores empreiteiras do país e partidos políticos.

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