MST reclama de Kátia Abreu e pede o assentamento de 50 mil famílias por ano

Por Luciana Lima (- iG Brasília |

compartilhe

Tamanho do texto

Em reunião com Dilma, coordenação do movimento disse que presidente pareceu mais receptiva à pauta de reivindicações; mas ocupações continuarão durante o segundo mandato

Agência Senado
A senadora Kátia Abreu (PSD-TO)

Em reunião com a presidente Dilma Rousseff, a coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) criticou o convite feito pela presidente Dilma Rousseff à senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o comando do Ministério da Agricultura. Além disso, os coordenadores do movimento pediram um compromisso da presidente para assentar a cada ano do segundo mandato de Dilma, 50 mil famílias, a fim de minimizar um passivo de cerca de 120 mil famílias, de acordo com o MST, hoje acampadas em todo país.

Segundo as lideranças do MST, Dilma não chegou comentar, durante a reunião, sua escolha para a Agricultura. No entanto, a presidente, segundo o MST, reconheceu que há um passivo em relação à reforma agrária e se comprometeu com a meta proposta por eles.

Leia também:

Kátia Abreu será a nova ministra da Agricultura
Rossetto age para evitar rompimento do MST com governo Dilma
PT reúne diretório nacional em meio a críticas sobre escolhas de Dilma
Dilma faz sinalização ao mercado, mas desagrada base

“Em relação a Kátia abreu dissemos a ela que Kátia Abreu é uma simbologia muito ruim, ela representa o agronegócio, o atraso e, no seu estado, a grilagem de terras. Somos contra, por razões políticas e demos o nosso recado”, disse Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST.

“Ela se comprometeu em passar adiante esta pauta para o próximo ministro do Desenvolvimento Agrário e disse que acha possível resolver este passivo de 120 mil famílias acampadas com a meta de 50 mil famílias assentadas a cada ano”, disse Rosana Fernandes, também integrante da direção nacional do MST.

A reunião foi acompanhada pelo atual ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, cotado para assumir a Secretaria Geral da Presidência da República, pasta hoje conduzida pelo ministro Gilberto Carvalho e que tem a função de fazer a interface do governo com os movimentos sociais, inclusive do campo. O líder do MST João Pedro Stedile também participou da reunião.

Os integrantes do MST também criticaram a manutenção do MDS sob controle da ala petistas denominada Democracia Socialista, da qual fazem parte o atual ministro, Miguel Rossetto, além do cotado para ocupar o cargo no segundo mandato, Carlos Guedes de Guedes, atual diretor do Incra. Conceição, no entanto, disse que o MST não sugeriu nomes à Dilma.

“Nos defendemos mudar a filosofia política do MDA que existe há 12 anos”, disse. “O MST não apresenta nomes de quadros para o governo. Nossa luta é pela reforma agrária e não participar de governo”, enfatizou Conceição.

De acordo com a direção do MST, a estratégia do movimento, apesar do apoio dado a reeleição da presidente Dilma, será continuar com as ocupações de terra. “As ocupações de terras são instrumento legal”, enfatizou Conceição.

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas