MPF pede suspensão de ação penal contra parentes de ex-diretor da Petrobras

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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De acordo com os procuradores, os acordos de delação premiada celebrados com as filhas e os genros de Paulo Roberto Costa ainda não foram homologados pela Justiça

Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) no Paraná pediu hoje (15) ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, a suspensão, por 60 dias, da ação penal envolvendo parentes do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Jefferson Rudy/Agência Senado
O ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa durante acareação na CPMI

De acordo com os procuradores, os acordos de delação premiada celebrados com as filhas e os genros do ex-diretor ainda não foram homologados pela Justiça. A homologação é a última fase para que as confissões passem a ser investigadas.

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Na ação penal, além de Costa, as duas filhas dele, Arianna e Shanni Costa, e os dois genros são acusados de obstruir as investigações.

Veja fotos da recente acareação de ex-diretores da Petrobras na CPMI:

Os ex-diretores da Petrobras frente a frente no Senado Federal, na tarde desta terça-feira, na CPMI que investiga a estatal. Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoO ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa durante a acareação desta terça. Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoO ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró durante acareação no Senado, nesta terça-feira. Foto: Pedro França/Agência SenadoOs ex-diretores da Petrobras frente a frente no Senado Federal, na tarde desta terça-feira. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Segundo a denúncia, Paulo Roberto Costa é acusado de ordenar que parentes fossem ao seu escritório de consultoria retirar documentos e quantias em dinheiro. Conforme os procuradores, o que foi retirado “interessava como prova das infrações penais sob investigação”. A presença dos parentes foi flagrada por câmeras de segurança do local.

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