Fiesp estima que vai faltar água em São Paulo em 2015

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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A entidade empresarial acompanha com preocupação a relação entre o ritmo das chuvas nos reservatórios e o consumo de água. Industriais não acreditam em falta de energia elétrica, mas apostam que escassez de chuvas pode manter preços em alta em razão do uso de termelétricas

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A diretoria da Fiesp acredita que São Paulo terá problemas com a falta de água em 2015. A entidade tem acompanhado os dados sobre as chuvas e o nível das represas usadas para o abastecimento. As principais preocupações, é claro, são com as regiões atendidas pelo sistema Cantareira e o Alto Tietê e com a demora nas obras anunciadas no sistema São Lourenço. As chuvas nas áreas de captação voltaram, mas num ritmo abaixo do necessário. O diretor de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, chegou a dizer que, de 0 a 10, a possibilidade de faltar água no Estado é de 10,5. Os setores de serviços e comércio e o usuário residencial serão os mais afetados, por serem clientes da Sabesp. Mas a indústria não está livre. Um exemplo foi o problema enfrentado neste ano pela Rhodia, em sua unidade em Paulínia.

Apesar do impacto da escassez de chuvas no sistema hidrelétrico, a federação da indústria paulista não acredita que haverá problemas no fornecimento de energia, inclusive em razão das usinas que devem ser concluídas em 2015. Hoje, essa modalidade de geração de eletricidade é a mais importante do País. Os empresários incluem na conta apenas as obras com o cronograma dentro do previsto. Mas estimam que as termelétricas terão de permanecer ligadas ao longo do ano, o que manterá o preço da energia em alta, pois o custo de geração dessa matriz é mais elevado do que das outras. Depois do apagão, ocorrido durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o sistema de geração e fornecimento de energia foi interligado no Brasil inteiro, para evitar a falta em alguma região, enquanto houver demanda ociosa em outras.

Luciana Santos pode ir para o ministério
A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) pode ser a representante de seu partido no novo ministério da presidente Dilma Rousseff, com chances de ser indicada para a Cultura ou Ciência e Tecnologia. O PCdoB praticamente já se conformou com a saída de Aldo Rebelo do Ministério do Esporte, que vem sendo reivindicado pelo PMDB do Rio, por causa das Olímpiadas na capital fluminense em 2016. Os comunistas ainda tentam conseguir um outro posto para Aldo, que não disputou a reeleição a deputado para continuar no ministério. O prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB) - irmão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) -, esteve em Brasília na semana passada em campanha por Luciana.

Siemens muda de defensor no Cade
O escritório americano Baker & McKenzie, representado no Brasil pelo Trench, Rossi e Watanabe Advogados - que tem o ex-ministro do STF Sydney Sanches no seu corpo de consultores -, substituirá o Grinberg Cordovil e outros dois escritórios brasileiros na defesa da Siemens nas investigações em curso no Cade e Ministério Público relativas ao cartel do Metro e CPTM. A defesa dos executivos segue nas mãos dos escritórios Grinberg & Cordovil e Silveira & Salles Gomes.

Contrato para investigar a Petrobras
O escritório Trench, Rossi e Watanabe foi contratado recentemente pela Petrobras para investigar internamente as denúncias de corrupção na estatal. Esse mesmo escritório representa também a General Electric do Brasil. Se a GE estiver envolvida no escândalo da Petrobras, haverá um conflito de interesses. A divisão de Óleo e Gás da empresa é um importante fornecedor e fechou uma série de contratos milionários com a estatal nos últimos anos.

PTB defende a borracha
O líder do PTB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Campos Machado, fez um apelo ao governador Geraldo Alckmin para que vete o projeto de lei que proíbe o uso de balas de borracha pela Polícia Militar em manifestações, aprovado no início do mês. “Às vezes, não é com flores que se obtém a paz”, afirmou.

“O que restou na Amazônia é uma ação mais ou menos de controle. Voltamos para uma montanha russa, em que cresce desmatamento, cai desmatamento”
João Paulo Capobianco, biólogo ligado à Rede, que trabalhou com Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, sobre retrocesso na política ambiental

*Com Leonardo Fuhrmann

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