Candidato petista terá de enfrentar rejeição de deputados ao governo

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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O PT deve decidir nesta semana qual será o nome do partido na disputa pelo comando da Câmara dos Deputados. O maior desafio será superar a tensão entre os parlamentares e Planalto

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PT deve anunciar na terça-feira (9) o seu candidato à Presidência da Câmara dos Deputados. No partido e em aliados como o PCdoB, existe uma pressão para encontrar alguém que dispute o cargo contra o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Cunha já oficializou sua entrada na disputa. Ex-presidente, o deputado paulista Arlindo Chinaglia é considerado o nome mais forte. Recém-eleito, o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias (MG) é visto como uma alternativa. Pesa a favor de Patrus o perfil mais conciliador e a força que os mineiros têm na nova bancada do partido. O número de petistas eleitos por Minas é o mesmo que o de São Paulo: dez. Com a diferença que os paulistas elegem uma bancada de 70 deputados, 17 a mais do que o segundo maior colégio eleitoral do País.

Arlindo também foi líder do governo e é visto como um petista próximo ao Planalto. Durante o atual mandato, seu grupo enfrentou uma oposição na bancada do PT, de um grupo comandado por Cândido Vaccarezza (SP), deputado que não foi reeleito. Apesar de não ter mais tanta concorrência entre seus colegas de partido, a proximidade com a presidenta Dilma pode provocar um efeito negativo. O motivo é a relação tensa do Executivo com o Legislativo, agravada no último mês por conta da ameaça de corte das emendas parlamentares. A postura de independência de Cunha é vista como um dos trunfos de sua candidatura, principalmente pela possibilidade de atrair também opositores interessados em provocar uma derrota do governo. Mesmo entre os petistas, existe quem defenda uma composição com Cunha para evitar que isso aconteça.

 Alckmin deve mudar na Fazenda

 No governo paulista, já se dá como certa a substituição do secretário da Fazenda, Andrea Calabi. Depois que circularam Informações na imprensa de que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, desejaria mudar o comando das pastas da Fazenda, Agricultura e Negócios Metropolitanos, Calabi pediu para sair, apesar da intenção de permanecer no cargo, segundo políticos próximos. Sua vaga não deve ser ocupada por nomes que vinham sendo cogitados, como o atual secretário de Planejamento, Júlio Semeghini, ou o diretor-financeiro da Sabesp, Rui Affonso. Alckmin deve trazer alguém de fora. Um dos nomes citados é o do presidente da Febraban, Murilo Portugal, ex-FMI e ex-governos Lula e FHC.

 Acordo para votar Lei de Inclusão 

Relatora da Lei Brasileira de Inclusão, a deputada federal Mara Gabrill (PSDB-SP) tem a expectativa de levar o projeto a voto ainda neste ano. Ela participou de uma série de reuniões com parlamentares governistas e representantes dos ministérios da Educação, Saúde, Previdência e Desenvolvimento Social para construir um projeto de consenso. Com maioria, a proposta pode ser aprovada sem emendas, o que torna sua tramitação mais rápida e reduz a possibilidade de vetos.

 Tucana e petista são aliados por LBI 

Mara Gabrilli é tetraplégica desde 1994, quando sofreu um acidente automobilístico, e tem tratado o projeto como uma das prioridades de seu mandato. Apesar das divergências partidárias, ela tem contado com o empenho pessoal do líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), para a aprovação da Lei Brasileira de Inclusão. O parlamentar gaúcho tem um filho, o promotor de Justiça Gabriel Fontana, que ficou paraplégico também em razão de desastre de carro, em 2011.

 Literatura e religião 

O escritor e religioso dominicano Frei Betto, ex-assessor especial de Lula,  lança na quinta-feira, no Itaú Cultural, em São Paulo, seu 60º. livro, “Oito vias para ser feliz” (Editora Planeta), sobre as bem-aventuranças do Evangelho. Na programação, haverá um bate-papo sobre literatura com o público.

 “Só nós que vimos o sangue ser derramado, vidas serem perdidas e que tivemos os nossos corpos manchados pela ditadura, sabemos o que foi”, Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, no lançamento do portal “Memórias da Ditadura”

 


*Com Leonardo Fuhrmann

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