Petistas se dividem entre oposição mais dura e mais suave a Alckmin

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Deputados do PT que assumem o mandato em 2015 na Assembleia Legislativa de SP já começam a discutir o nome de um novo líder, mas bancada do partido se mostra rachada

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A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo está rachada. Entre os atuais 22 deputados, uma parte defende uma dura oposição ao governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB). Outra é adepta de uma oposição mais suave. Esta ala, formada por petistas mais antigos na Casa, se beneficia de emendas parlamentares, ocupa cargos em comissões importantes e convive melhor com a situação. A partir de 2015, na próxima legislatura, a bancada petista cairá para 14 deputados. O primeiro grupo deverá ser representado por parlamentares como João Paulo Rillo (o atual líder petista), Carlos Neder e Ana do Carmo. Do outro, Enio Tatto (ex-líder) e Beth Sahão. Os dois grupos já estão em disputa pela liderança, a ser definida em março.

Nos últimos anos, os petistas não têm lançado candidatos para concorrer à Presidência contra o PSDB, partido com maior número de parlamentares na Casa. Ao optar pela composição, há anos mantém a 1ª Secretaria. Agora, esse posto está ameaçado. Dos quatro nomes tucanos que disputam o comando da Casa, três (os deputados Vaz de Lima, Fernando Capez e Orlando Morando) defendem a saída do PT da 1ª Secretaria. Somente Barros Munhoz, ex-presidente, é a favor da manutenção dos petistas na Mesa. A oposição “light” do PT na Assembleia tem gerado críticas no partido. Na última campanha ao governo do Estado, líderes do PT admitiram que a estratégia de marketing da campanha evitou ataques contundentes a Alckmin, para não afastar eleitores do tucano que quisessem votar em Dilma Rousseff para presidente.

Candidato apesar do MP-SP
O vereador paulistano Antonio Donato (PT) será o candidato de seu partido à Presidência da Câmara Municipal. Ex-secretário de Governo de Fernando Haddad, ele se afastou do cargo depois de ser acusado de ter ligação com a chamada Máfia do ISS, desbaratada pela gestão Haddad. As investigações não encontraram indícios de participação do vereador no esquema. Por isso, Donato esperava que o Ministério Público paulista arquivasse a investigação antes de disputar o comando da Casa. Na expectativa, retardou ao máximo sua decisão. O arquivamento até agora não veio, mas o petista decidiu pela candidatura assim mesmo.

Ar na disputa
Governistas e oposicionistas se enfrentaram até a madrugada no Congresso para votar a PLN-36, que flexibiliza o superávit do governo. Parlamentares da base tentavam manter os colegas acordados e em plenário. Na disputa, até a temperatura do ar-condicionado virou polêmica.

Guia para acesso eficiente à cultura
O Instituto Mara Gabrilli lança hoje, no Cine Sabesp, a nova edição do Guia de Acessibilidade Cultural da Cidade de São Paulo (www.acessibilidadecultural.com.br). A publicação, nas versões impressa e on-line, reúne 252 equipamentos culturais preparados para receber pessoas com diferentes tipos de deficiências, com informações sobre itens de acessibilidade e outras específicas para cada deficiência (auditiva, visual, física, intelectual etc).

SP fora da discussão da crise hídrica
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados discutiu ontem, em audiência pública, o déficit de abastecimento de água no País. Propositor, Sarney Filho (PV-MA) estranhou a ausência de representantes do governo paulista. A situação do Estado tomou boa parte do tempo. Especialistas presentes defenderam um plano de gestão de águas. Sarney Filho propôs um comitê para acompanhar o tema nacionalmente.

“O Brasil está vivendo uma fase importantíssima, embora dolorosa, de rasgar mais uma vez um tumor bastante profundo, maior do que outros” 
Jorge Hage, ministro-chefe da CGU, sobre os desdobramentos da investigação da Operação Lava Jato da Polícia Federal

*Com Leonardo Fuhrmann

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