Dilma reforça perfil técnico em postos-chave da área econômica

Por Luciana Lima , iG Brasília |

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BNDES e Banco do Brasil devem ficar sob comando de funcionários de carreira; Caixa ainda tem cenário indefinido

Após a definição do primeiro escalão da equipe econômica, a presidente Dilma Rousseff tem se preocupado em escolher os nomes que comandarão os três bancos públicos, responsáveis por financiar a maior parte dos programas do governo. No horizonte de Dilma, dois funcionários de carreira surgem com chances de presidir o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Um deles á Paulo Rogério Caffarelli, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Até o início deste ano, Caffarelli era vice-presidente de Atacado, Mercado de Capitais e Área Internacional do BB, instituição financeira na qual o advogado, com mestrado em Economia começou a trabalhar como menor aprendiz. Atualmente, ele é o escalado pelo ministro Guido Mantega, de saída da pasta da Fazenda, para fazer a interlocução do Ministério da Fazenda com a equipe indicada por Dilma para comandar a política econômica no segundo mandato da presidente.

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Formado em Direito, com pós-graduação em Comércio Exterior com mestrado em Economia pela Universidade de Brasília (Unb), Caffarelli foi transferido para a Fazenda para ocupar o lugar deixado por Nelson Barbosa, hoje indicado para comandar o Ministério do Planejamento.

Já para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), o nome mais cotado é do atual vice-presidente de Varejo do BB, Alexandre Abreu, também funcionário de carreira do BB.

Bastante ligado a Mantega, no BB Abreu já ocupou os cargos de Diretor de Seguridade, Previdência e Capitalização. Ele foi superintendente do banco em São Paulo, além de gerenciar as unidades de Internet, de Varejo e de Cartões de Crédito do banco.

O papel dos bancos públicos acabou sendo um dos temas econômicos centrais da campanha. Para se diferenciar da candidata do PSB, Marina Silva que, em seu programa de governo defendeu a redução da participação destas instituições nos financiamentos, Dilma prometeu o contrário: mantê-los fortes nos financiamentos, principalmente na sustentação dos programas sociais do governo.

Entre os programas implantados por Abreu no Banco do Brasil, está o programa de crédito Bom para Todos, implantado em 2012, que oferece linhas específicas a juros mais baixos aos correntistas.

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Dilma também prometeu manter forte a participação da Caixa Econômica Federal nos financiamentos imobiliários, principalmente das moradias do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O comando da Caixa, no entanto, ainda está bastante indefinido.

O nome da atual ministra do Planejamento, Miriam Belchior é um dos cogitados, de acordo com interlocutores do Planalto. No entanto, na última semana, a possibilidade de Belchior comandar o Ministério de Minas e Energia ganhou mais força. Diante deste cenário, há quem aponte a permanência do atual presidente, Jorge Hereda, como mais hipótese mais provável.

O novo desenho da área econômica tem sido fechado em reuniões sucessivas no Palácio do Planalto entre a equipe econômica de transição, formada pelos ministros indicados Joaquim Levy (Fazenda), Nelson Barbosa (Planejamento), além dos interlocutores de cada pasta, entre eles o próprio Caffarelli. O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, também tem participado das reuniões. Na última quarta-feira (3), o ministro Guido Mantega também participou das conversas.

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