Dilma vê papa como "grande líder" e se diz surpresa por ele saber de sua vida

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento* |

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Em conversa com católicos da ala “progressista”, presidente do Brasil disse que Francisco "é homem de sua vida e coração"

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Em conversa com teólogos católicos ligados à Teologia da Libertação, a presidenta Dilma Rousseff destacou o papel do papa Francisco como um grande líder político e se disse impressionada com as informações que ele tinha sobre sua biografia. Para Dilma, o papa Francisco é hoje “o homem da sua vida e coração”. O relato é do religioso dominicano Frei Betto, que participou do encontro com a presidenta, na semana passada, ao lado do teólogo Leonardo Boff. Dilma contou aos dois ter grande admiração e encantamento pelo papa. “Para ela, Francisco é o verdadeiro líder mundial”, diz Betto. A presidenta também revelou que, em sua última visita ao Vaticano, em fevereiro, Francisco a chamou para conversar numa sala reservada, na qual convidados nunca entraram e nem ele estivera antes.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma cumprimenta papa após missa inaugural na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 2013

Sozinhos na sala, o papa perguntou a Dilma como acionar dispositivo de uma cadeira para que pudessem sentar. Dilma, conforme o relato, disse que ele deveria apertar um botão na braçadeira. Durante o encontro com Boff e Frei Betto, a presidenta também revelou o interesse em manter diálogo com os movimentos sociais. Dilma pediu a assessores, em meio à reunião, para agendar urgentemente conversas com dirigentes do MST (Movimento dos Sem Terra) e da Central de Movimentos Populares. Os dois foram entregar a ela o documento “O Brasil que queremos”, elaborado por religiosos do grupo Emaús. O texto pedia, entre outras reivindicações, um modelo econômico “mais social e popular” e uma auditoria da dívida pública. "Ela afirmou que quer dialogar e ouvir as críticas dos movimentos populares”, afirmou Frei Betto.

PT-SP não teme ameaças de Marta
As ameaças da senadora Marta Suplicy (PT-SP) de deixar o partido não causam, por ora, preocupação no PT paulista. O gesto é visto como uma tentativa de recuperar o espaço perdido após ela ter de afastado dos grupos que lhe eram mais próximos. A ex-ministra sonha em suceder o prefeito Fernando Haddad (PT) e ameaça ir para o PSB ou PMDB para viabilizar a candidatura. Petistas avaliam que Marta sabe que não teria neles uma estrutura partidária como a do PT para ajudá-la.

Tucano apelou a contatos familiares
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso contou à Comissão Nacional da Verdade ter participado de reuniões na época da ditadura militar para tentar a liberação pela censura da publicação de uma revista acadêmica do Cebrap. Segundo o ex-presidente, foi um dos poucos momentos em que ele usou seus contatos familiares no meio militar. O presidente de honra do PSDB é neto do general Joaquim Ignácio Batista Cardoso e filho do também general Leônidas Cardoso.

Dino diz que não repetirá “Maranhão 66”
O governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), admite que já assistiu algumas vezes ao curta “Maranhão 66”, de Glauber Rocha, sobre a primeira posse do adversário José Sarney como governador do Estado. Dino, no entanto, rejeita qualquer comparação entre sua ascensão e o início da dinastia Sarney no poder. “Somos personagens diferentes com visões distintas. O discurso do Sarney naquela época era contrário ao coronelismo que comandava o Estado até então, mas ele não tinha compromisso em combater a estrutura oligárquica. Na verdade, ele queria apenas estabelecer o coronelismo dele em substituição ao do outro”, analisa.

Mais do mesmo
Para Flávio Dino, os métodos usados pela família Sarney são rigorosamente iguais aos dos líderes políticos anteriores ao período em que o filme foi feito, “baseados na fraude, chantagem e patrimonialismo”. Por esse motivo, afirma, “o resultado social só poderia ser o mesmo, como foi”.

“Presidente Dilma, vou lhe fazer um apelo. Anuncia logo o lugar do governador Jaques Wagner. O que a senhora está fazendo com ele é cruel”
Geddel Vieira Lima, ex-deputado (PMDB-BA) e candidato derrotado ao Senado, ao ironizar a situação do rival petista

*Com Leonardo Fuhrmann

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